Blog de Notícias Políticas
30/04/2007
AMIGOS E INIMIGOS: QUEM É QUEM?
O realismo político desconfia muito da amizade. Este é um sentimento próprio das relações pessoais, indivíduo a indivíduo, intrinsecamente subjetivo, destituído de interesses, fundado na afeição. Por sua própria natureza, então, acomoda-se mal no mundo mais impessoal e "interesseiro" da política. O pensamento "realista" prefere sempre lidar com interesses do que com sentimentos. Interesses são definidos, quantificáveis, suscetíveis de negociação. Sentimentos são ocultos, arbitrários, volúveis e demandam uma reciprocidade não quantificável.
Segundo o rei Henrique IV: "A maneira mais certa de desfazer-nos de um inimigo é fazer dele um amigo". A atmosfera do poder, se não torna a amizade impossível, por certo impõe tensões muito desagregadoras a ela. No mundo em que o governante desenvolve suas atividades não há muito espaço para amizades. Amigos exigem muito e esperam muito, na forma de atenção, consideração e compreensão. Amigos tendem a atribuir um significado ao conceito de lealdade do chefe para com eles, que extrapola em muito os limites toleráveis para quem tem a responsabilidade de governar.
Amigos exigem uma solidariedade irrestrita e imediata a qualquer momento em que entrem em dificuldades, que será paga pelo governante em "moeda política", que com tanto esforço acumulou. Amigos, pois, tendem a desenvolver expectativas exageradas e desproporcionais do governante.
Tais expectativas - compreensão, paciência, consideração, solidariedade irrestrita - são perfeitamente justas e adequadas no contexto de relações pessoais privadas. Transpostas para o mundo da política, que na sua lógica própria não as reconhece, tornam-se politicamente onerosas e até tirânicas. Por estas razões, amigos no governo estão sempre à "beira da decepção" com seu amigo poderoso, na iminência do rompimento da amizade.
Há sempre alguns amigos que são capazes de fazer a distinção entre as duas situações - amizade na vida privada e na vida pública. São poucos, mas são valiosos. Você os reconhece porque eles não lhe criam problemas. Antes, resolvem-nos, mesmo ao custo de prejuízo pessoal, e você só fica sabendo muito depois.
A outra marca deles é a de não opor obstáculos e não desenvolver hostilidade com os novos amigos ou colaboradores que você atrai para seu círculo mais próximo. Destes amigos, o governante deve cercar-se. Eles serão o apoio mais importante nos piores momentos. Dos outros deve afastar-se.
Por Francisco Ferraz
JOGADAS RÁPIDAS
Depois de um certo retraimento nos últimos tempos, a senadora Roseana Sarney mostrou que a função de líder do governo no Congresso, não só existe mesmo, mas pode ser bem desempenhada. A ela é atribuída a articulação para que o presidente de um partido de oposição, o senador Tasso Jereissati, fosse ao Planalto, dialogar com o presidente Lula. Deu certo e o prestígio da senadora cresceu, mostrando que ela vai atuar politicamente em operações que exigem paciência e influência. Como a contribuição que ofereceu para o entendimento entre as correntes do PMDB que, historicamente, estavam em confronto.
PARADOS
Transposição do Rio São Francisco, recriação da Sudene e da Sudam, são projetos de interesse nordestino que prosseguem em câmara lenta. Contra redução O ministro da Justiça, Tarso Genro reafirmou que o governo deverá acionar sua bancada para evitar que vire lei a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
CPI do APAGÃO
Apesar de curta, a semana política deve trazer definições sobre as CPIs do Apagão na Câmara e Senado. Desafios à vista para blocos parlamentares do governo e oposição no Senado e Câmara. Nesta não existe acordo entre o PSDB e o DEM sobre as primeiras convocações. O líder tucano não vê como melhor solução a convocação da Infraero, logo de saída.
AUMENTO DOS DEPUTADOS
A Câmara dos Deputados deverá colocar em votação, após o feriado, mas ainda sem data certa, o projeto que eleva dos atuais R$ 12.847 para R$ 16.512 os salários dos parlamentares. O mais certo é que a proposição seja votada na próxima semana. O reajuste de 28,05% poderá ser retroativo a fevereiro deste ano, decisão que será submetida ao plenário.
Por Carlos Fehlberg
10/04/2007
JOGO SUJO - PARTIDO DEMOCRATAS VOLTA A OBSTRUIR TRABALHOS
Segundo o líder do partido na Câmara, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o posicionamento da oposição não tem ligação com o tempo de votação dos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF), onde uma ação ainda precisa ser discutida no plenário. "A obstrução não tem nada a ver com a celeridade do que acontece no Supremo. Mantemos a obstrução para o governo entender e aprender que há limites na democracia. E o limite que qualquer governante tem é o de respeitar o direito da minoria e respeitar o direito das pessoas", disse...
Fonte: Agência Brasil
02/04/2007
PT DEFENDE RADICALIZAR LIBERDADE DE IMPRENSA
O documento diz que "a radicalização da liberdade de imprensa e seu compromisso público" fazem parte do "compromisso com o PT como partido socialista e democrático".
"É preciso fortalecer a concepção de um sistema de comunicação que combine a atuação do setor público, do setor privado e dos instrumentos de comunicação comunitária", diz mais adiante o texto.
A tese é defendida no momento em que o governo Lula anunciou o projeto uma TV pública e criou a Secretaria de Comunicação Social para tocá-lo.
Diante das críticas sobre o distanciamento entre a prática do governo e a ideologia petista, o documento afirma que "o governo Lula é mais de esquerda do que foi caracterizado pela imprensa e, algumas vezes, por discursos de membros do próprio governo". O entendimento contrário, continua, revela "certa falta de compreensão dos avanços propostos e alcançados nesses quatro anos".
Na tese, a corrente petista informa que reconhece os erros do PT e defende o combate à corrupção e a reconquista do apoio dos intelectuais e da militância. Pede ainda a retomada do debate sobre o socialismo petista, sem que ele se torne uma "camisa-de-força". "Socialismo, para o PT, não deve ser confundido com estatização, mas entendido como socialização da política", diz o texto.
"Não queremos refundar o PT", disse ontem o presidente da sigla, Ricardo Berzoini. "O que precisamos é construir um diálogo interno mais forte."
"O PT precisa ser contemporâneo, mas fundar de novo, não", disse o deputado João Paulo Cunha. Participaram ainda do ato o ministro Luiz Marinho (Previdência), o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e os senadores Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.
José Genoino aproveitou o encontro para um "desabafo pessoal". Disse não ter subscrito a tese, apesar da afinidade de idéias. "Ainda estou num momento de autocrítica."
Vermelho Org
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PALCO DA CPI DO MST CRIADA PELA OPOSIÇÃO VAI SER DO GOVERNO - O tiro dos políticos representantes dos ruralistas saiu pela culatra, a oposição criou mais um palco para o governo dar outro show de respeito aos moviment...
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Brasil de Lula é a Solução

Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.
Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.
Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".
Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".
Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.
O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.
Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.
Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.
"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."
O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:
Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.
"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.
No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.
Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.
Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.