Blog de Notícias Políticas
30/05/2007
Futuro de Renan está nas mãos do "xerife"
O que se espera agora é a evolução das investigações por parte da imprensa. O fim de semana está chegando e as redações das revistas semanais de informação estão em polvorosa.
Renan nunca esteve tão só, embora aparentemente pareça prestigiado pelos colegas. Ninguém quer sair na foto a seu lado neste momento. São poucos, é verdade, aqueles que se manifestaram publicamente em favor do seu afastamento.
A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, é uma delas. A ex-senadora viajou a Brasília especialmente para protocolar uma representação contra Renan no Conselho de Ética. Outro que defende o seus afastamento durante as investigações é o líder do PDT, senador Jefferson Péres (AM), membro do Conselho.
Todos concordam que a defesa de Renan contém brechas claras; que o seu futuro depende fundamentalmente do papel desempenhado pela imprensa e da isenção demonstrada pelo senador Romeu Tuma (DEM/SP), conhecido na Casa como o eterno "xerife" - Tuma é delegado aposentado e foi diretor-geral da Polícia Federal. Caberá a ele analisar as provas apresentadas pelo colega alagoano e formular um parecer defendendo ou não a instalação de um processo contra Renan por quebra de decoro no Conselho de Ética. Blog do Garotinho
27/05/2007
DESCONTAMINANDO A CASA DO POVO - O VICE
Não li a veja, portanto não sei se a revista lembrou de dizer que, a empreiteira Mendes Júnior, que tem contrato de R$ 60 milhões para obras no Porto de Maceió, administrado pela estatal Companhia Docas do Rio Grande do Norte, colaborou com as campanhas eleitorais nos dois Estados. O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), o vice de Teotônio, José Wanderley Neto, o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), que perdeu a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte, foi contemplado com R$ 200 mil, mas perdeu a eleição. O total de doações da Mendes Júnior foi de R$ 803 mil. O Democratas recebeu a maior fatia: R$ 250 mil.
O governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), recebeu R$ 175 mil da Mendes Junior. O senador Renato Casagrande (PSB-RS) obteve R$ 75 mil. A prestação de contas registra ainda uma doação em serviços de R$ 3 mil da empreiteira para a campanha do governador mineiro Aécio Neves.
By Helena™
25/05/2007
REFORMA POLÍTICA: BANCADA DO PT NÃO ESGOTA DEBATE EM TORNO DA LISTA FECHADA

A bancada do PT na Câmara realizou na manhã desta quinta-feira (24) mais uma reunião para debater a reforma política que será votada em breve na Casa. Diante do fato de que temas como o financiamento público das campanhas e a fidelidade partidária são consensuais entre os parlamentares petistas, a questão da lista partidária pré-ordenada, ou lista fechada, foi colocada em discussão pela liderança.
Durante a reunião, como não houve consenso sobre o tema, que é polêmico e divide opiniões entre os membros da bancada, ficou decidido que o debate deverá ter continuidade para que se chegue a uma posição definitiva.
Entre os apoiadores da lista pré-ordenada há deputados que consideram fundamental a sua aprovação para que haja uma mudança profunda no atual sistema eleitoral.
“O modelo neoliberal coloca a política da representatividade em posição secundária. Ela não tem mais a paixão das massas, não assusta o mercado e com isso estamos vivendo um processo de alienação com a opinião pública sendo convencida a todo tempo de que os parlamentares são desnecessários à democracia. Por isso, a reforma política é fundamental e o coração dessa reforma é a mudança do sistema de representação eleitoral com a adoção da lista, ou então nós faremos apenas uma reforma cosmética”, afirmou o deputado José Genoíno (SP).
Já a maioria dos deputados com posição contrária à lista fechada manifestou a sua preocupação com a forma que será adotada pelos partidos para a escolha dos candidatos que irão compor as listas de votações das eleições proporcionais. Para eles, a adoção da lista de votação fechada irá proporcionar ações da burocracia partidária em prejuízo da vontade da base partidária e provocar o distanciamento entre o eleito e o eleitor, além da possibilidade de as chamadas “siglas de aluguel” vender as vagas para a composição de suas listas.
“Essa mudança para a lista fechada não pode ocorrer assim de imediato. Temos no Brasil uma cultura estabelecida pelo voto em aberto, do voto na pessoa e não no partido. É preciso haver uma transição para esse novo sistema, um processo educativo e pedagógico junto à população brasileira”, argumentou o deputado Domingos Dutra (MA), que é contrário à lista fechada.
O deputado Pepe Vargas (RS), que é favorável à instituição do voto fechado, sugeriu a adoção de um modelo de “lista fechada flexível”, onde os nomes da mesma seriam eleitos pelo voto direto dos filiados e não pela direção partidária. “A lista será formada através da proporcionalidade eleitoral e nós podemos adotar também a sublegenda como existe em países como o Uruguai”, sugeriu Vargas.
Geraldo Magela Ferreira, do Portal do PT
20/05/2007
PLANO DE AÉCIO PARA 2010 PREVÊ DISSIDÊNCIA NO PSDB

"Plano B" do governador de Minas, Aécio Neves, para uma candidatura à Presidência em 2010 prevê a criação de uma dissidência no PSDB que lhe dê um pretexto para deixar o partido e se filiar ao PMDB. Essa articulação é feita em parceria com o presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati(CE).
Aécio e Tasso já têm até discurso engatilhado: uma eventual candidatura do governador José Serra significaria mais uma vez uma suposta tentativa de imposição do poder paulista aos demais Estados do país.
Os passos têm sido dados de forma cautelosa. Tasso se reaproximou de Lula, a quem fez duras críticas em 2006, e já admite a possibilidade de uma aliança futura entre PSDB e PT, sempre com a ressalva de que não aconteceria em 2010. Já prepara o terreno para, no futuro, ter discurso para que uma eventual candidatura de Aécio, seja no PSDB, seja no PMDB, possa também ser vendida como não-hostil a Lula e ao PT.
Fonte: Jornal da Mídia
18/05/2007
15/05/2007
PRETERIDA PELO GOVERNO SERRA, ZULAIÊ COBRA CRITICA APROXIMAÇÃO COM LULA E DEIXA PSDB

Preterida pelo governo Serra, Zulaiê critica aproximação com Lula e deixa PSDB. Fundadora do PSDB, a ex-deputada federal Zulaiê Cobra entregou ontem sua carta de desligamento do partido. O principal motivo, segundo a Cobra, são os posicionamentos que a sigla vem tomando no início do segundo mandato do Presidente Lula "O povo me pára na rua para perguntar o que o PSDB está fazendo, para que serve o PSDB. A oposição que fazemos é frágil. Estamos virando uma extensão do Palácio do Planalto", afirma.
Além disso, questões internas foram afastando-a da legenda. Em especial, as dificuldades em conseguir espaço para se candidatar em eleições majoritárias. Foi preterida nas disputas à prefeitura paulistana em 1996 e 2004, e ao Senado em 2002 e 2006. No ano passado, aliás, relata que em troca de sua desistência em prol da candidatura do aliado Guilherme Afif Domingos, ganharia uma secretaria no governo de José Serra. Segundo ela, desde a posse, o tucano nunca a procurou.
Por que a senhora deixou o PSDB?
Zulaiê Cobra: O PSDB não foi criado para o pulsar das ruas, como dizia Mário Covas? E agora as ruas estão pulsando. E o partido está muito distante delas. O povo não acredita mais no PSDB.
Isso vem desde quando?
Zulaiê: Os últimos anos não foram bons para nós. Na crise, briguei muito e não encontrava eco no PSDB. Não queriam falar em impeachment. Achavam até que o (Antonio) Palocci (deputado e ex-ministro da Fazenda) era um homem importante, que não podia falar mal. O partido sempre distante em posicionamento, com o (Alberto) Goldman (vice-governador de São Paulo), como líder, depois com o Jutahy (Junior, ex-líder do PSDB na Câmara). Nesse ano, o Jutahy foi o líder que declarou voto no Arlindo Chinaglia (presidente da Câmara). Como posso ter um líder que diz que vai votar no Chinaglia?
A aproximação com o presidente Lula ajudou?
Zulaiê: A gente vê no noticiário Serra fazendo acordo com Lula para ser candidato a presidente. O PSDB está se desestruturando. Indo para um caminho que é um só. Serra ou Aécio (Neves, governador de Minas). E os outros não existem. O Serra com essa mania, essa perseguição de ser candidato a presidente da República toma atitudes que a gente não entende. O Aécio, todo mundo falando que vai ser candidato pelas mãos do Lula. Então os dois maiores representantes do PSDB em matéria de governo, as duas maiores vozes que a gente poderia ter na oposição para criticar, ficam sendo uma extensão do governo Lula. Não posso concordar com meu presidente Tasso Jereissati ir visitar o presidente Lula sem um motivo aparente. A oposição virou tapete do Lula? O Lula agora sai do Palácio e fica andando em cima da oposição?
Com esse posicionamento, a senhora se sentiu desprestigiada pelo partido?
Zulaiê: Não fui devidamente valorizada por aquilo que represento dentro e fora do partido. Disputei internamente várias pré-candidaturas. A Prefeitura de São Paulo em 1996 e 2004, o Senado em 2002 e 2006. E todas as vezes tive que abrir mão em razão dos acordos que eram necessários e os interesses partidários. Tudo bem. Você abre mão de candidaturas majoritárias para que nossos líderes possam ser eleitos, mas daí fica sempre assim.
Por exemplo?
Zulaiê: Disputei uma pré-eleição junto com o (José) Aníbal (deputado federal) e o (Walter) Feldman (secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo). E o candidato preferido do (Geraldo) Alckmin (candidato derrotado à Presidência pelo PSDB) na época era o Saulo (de Castro Abreu, ex-secretário de Segurança do governo paulista). Então a gente tem dificuldades dentro do partido. Vem a desconsideração, a falta de valorização e de atenção para a a militância, os membros do partido.
Isso se estende ao Serra também?
Zulaiê: Desde a posse, o Serra nunca me telefonou. Tínhamos uma conversa quando abri minha candidatura ao Senado para o Afif. Havia aquela conversa: "Você vai ser minha secretária, vamos trabalhar juntos". Tenho várias testemunhas. E a partir do momento que ganhou a eleição, acabou. Não tem mais diálogo com ninguém. Não é só comigo não, é com ninguém.
Como a senhora deixa o PSDB?
Zulaiê: Deixo um partido enfraquecido, distante daquilo que a gente gostaria que fosse hoje. Uma oposição forte, latente, determinada, que mostrasse ao povo brasileiro todas as mazelas do PT essas situações todas que não foram bem explicadas.
Algum partido em vista?
Zulaiê: Tenho muitos convites de partidos pequenos. Do PPS, PSP, PV, PHS, PSL. Mas estou ainda pensando. Vou para um partido que me queira, que possa fazer um trabalho e até eventualmente ser candidata a prefeita de São Paulo.
By Consciência Política
10/05/2007
ANTES DE SEJA TARDE
Isso é o que dizem praticamente todos os atores presentes na cena política. Porém, na prática, não há uma só partido que não esteja em céleres preparativos para a guerra. E fazem muito bem. 2008 é a ante-sala de 2010, quando estarão em disputa a presidência da Republica, os governos estaduais e a correlação de forças nos parlamentos estaduais e federal.
O fato inequívoco é que a luta eleitoral é permanente, a campanha apenas a culmina, desembocando nas urnas.
Para efeito de compreensão do que se passa, vale anotar uma situação concreta muito reveladora – a do Recife.
Aqui o PT é a força hegemônica no governo municipal e na ampla coligação que também apóia os governos Lula e Eduardo Campos. Há uma expectativa de que, nessa condição, caiba aos petistas a iniciativa de promoverem um ambiente de diálogo entre os diversos partidos aliados conforme uma agenda comumente definida tendo em vista a necessidade de arrostarmos a direita que emite sinais de que entrará forte na contenda. Acontece que o PT vê-se enredado numa crise interna crônica que o inibe de tomar a iniciativa, e ao mesmo tempo constrange os aliados que se sentem condenados a uma espera sine die. O resultado é o acúmulo de dúvidas e desconfianças que, não superadas em tempo hábil, podem ser bastante danosas lá adiante.
Resumindo: é como um tabuleiro de xadrez desarrumado em que as peças se encontram dispersas sobre a mesa, impedindo que o jogo comece. Estavam, melhor dizendo. Pois no domingo último, em longa entrevista de página inteira no Jornal do Commercio (leia a íntegra da entrevista na página Partido Vivo, www.vermelho.org.br), o PCdoB, através do autor dessas linhas, vice-prefeito da cidade, cuidou de colocar as peças em seus lugares, desenhando o cenário atual e alternativas futuras, deixando claro para o PT – do qual os comunistas são aliados estratégicos e com quem mantêm excelente relacionamento – que os demais parceiros certamente não estão dispostos a aceitar dos petistas qualquer candidato, a qualquer tempo nem sob quaisquer circunstâncias. Ou seja, o PCdoB se considera co-protagonista do processo, assim como o PTB, o PDT, o PMN, o PR e outros – e assim deseja o diálogo desde já, centrado inicialmente na troca de opiniões sobre os desafios da cidade face o novo ciclo de crescimento econômico que se prenuncia aqui, que implica em novas oportunidades e novos desafios.
A resposta positiva de todos os partidos aliados, inclusive de expressivas lideranças de quase todas as correntes do PT, deixa-nos animados com a possibilidade de caminharmos numa direção convergente. Antes que se torne tarde.
Por Luciano Siqueira - Vermelho Org
06/05/2007
ÚLTIMAS JOGADAS - EM MENSAGEM FHC TENTA REUNIFICAR PSDB
A fala de FHC vai ao ar na próxima terça-feira(8). Será veiculada na internet, por meio do portal do PSDB. Funcionará como uma espécie de ponta-pé inaugural de uma série de eventos preparatórios para um congresso em que o tucanato aprovará, nos dias 28 e 29 de setembro, o novo programa do PSDB.
Notabilizado pela hesitação, o PSDB desceu, finalmente, do muro. Mas o fez de modo atabalhoado. Uma parte do tucanato desceu do lado de dentro do quintal do partido, entrincheirando-se na oposição. Outra parte apeou do lado de fora e passou a arrastar a asa para Lula.
A dicotomia vem deixando FHC inquieto. Em privado, o ex-presidente diz que o PSDB precisa recobrar sua unidade. Sob pena de chegar às eleições municipais de 2008 e à disputa presidencial de 2010 em frangalhos. Numa referência aos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), diz que projetos pessoais não podem se sobrepor ao interesse partidário.
Na mensagem que será divulgada na próxima semana, FHC fará menção ao documento de fundação do PSDB. Recordará os desafios que assediavam o partido à época. Dirá que uma parte deles foi vencida com a ação do PSDB no governo, sob sua gestão. E mencionará a necessidade de a legenda se auto-impor novos desafios, que passam pelo aprendizado da oposição.
A pregação de FHC chega num instante em que Lula, aproveitando-se da divisão interna do PSDB, intensifica o diálogo com o naco do tucanato que se dispõe a conversar. No mês passado, recebeu no Planalto, separadamente, José Serra e o presidente do PSDB, Tasso Jereissati. Há dois dias, em viagem a Minas Gerais, cobriu o Aécio Neves de afagos.
Os movimentos de Lula exercem sobre o tucanato um efeito deletério. Aos olhos do eleitorado, o PSDB vai-se tornando um partido sem rosto. Ou, por outra, uma legenda de duas caras. Na disputa pela presidência da Câmara, simulou apoio a Gustavo Fruet (PSDB-PR) e despejou votos em Arlindo Chinaglia (PT-SP) na disputa pela presidência da Câmara.
Depois, propôs a instalação de uma CPI, para investigar o caos aéreo, e permitiu-se adotar posições mais amenas do que as esgrimidas pela pefelândia, abrigada sob a nova logomarca DEM. Em seguida, subiu a rampa do Planalto sem explicitar com nitidez o sentido da conversa. O conteúdo do diálogo de Jereissati com Lula é até hoje desconhecido da sociedade.
É nesse contexto, marcado pelo signo da ambigüidade que o PSDB rediscute o seu ideário. Entre maio e setembro, fará seis encontros para debater temas que considera estratégicos. O primeiro será em 28 de maio, em Brasília. Pela manha, haverá um debate sobre o combate à pobreza, com palestra de Ruth Cardoso. À tarde, uma exposição dos governadores tucanos. FHC discursará no encerramento.
A esse encontro inaugural se seguirão outras seis reuniões. Vão a debate: meio-ambiente e desenvolvimento sustentado, segurança pública, educação, políticas urbanas, economia e gestão pública. No final de setembro, o PSDB aprova seu novo programa. Em novembro, elege, em convenção, sua nova direção nacional. A expectativa é a de que, até o final do ano, o partido adquira feições menos disformes do que as que exibe hoje. Fonte: Novojornal
04/05/2007
GOVERNO EXIGE DA BASE PROVA DE EXTREMA FIDELIDADE
O aumento do repasse do Fundo de Participação dos Municípios, de 22,5% para 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do IPI, é uma reivindicação que data de 2003, sendo equacionada naquele ano pelo Senado, na reforma tributária então analisada. A proposta voltou para a Câmara e por esta foi desmembrada. A pressão dos municípios veio forte no ano passado, quando o Planalto aceitou a votação no bojo da reforma do ICMS. Este ano, o presidente Lula concordou que fosse votado somente o Fundo de Participação.
Na interpretação de líderes governistas, a desistência de votar a proposta, que é de emenda à Constituição, se deveu à falta de previsão orçamentária, mas o argumento do Planalto é que o texto não deixa claro a partir de quando se daria o aumento do repasse. Provavelmente, os dois lados têm razão, haja vista a participação de um representante do Ministério da Fazenda na busca de uma saída.
A PEC 285/2004 previa o aumento do Fundo de Participação em R$ 1,5 bilhão, estabelecendo que, na hipótese de não se alcançar, nos anos de 2005 e 2006, o valor entregue em 2004, a União complementaria os recursos de modo a garantir o montante. Para o ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, não ficou claro o que o legislador quis dizer.
É realmente muito confuso, assim como confusa foi a tramitação daquela reforma tributária, dividida em várias fatias, estando a “cereja” na renovação da CPMF e da DRU a partir de 2004. Estranho é que negociações com prefeitos, durante duas marchas a Brasília promovidas pela Confederação Nacional dos Municípios, tenham sido feitas em cima de um texto que ninguém se deu ao trabalho de ler.
O governo ainda não admite, mas é forçoso reconhecer que, para viabilizar a mudança constitucional, um novo texto vai ter que sair da Câmara e ser submetido ao Senado. Essa solução mais evidente e mais demorada permitiria ainda que houvesse previsão orçamentária para o aumento do repasse.
Os deputados da base governista, que se viram cercados de prefeitos no mês passado, não tiveram culpa nessa sucessão de erros e ainda foram majoritariamente solidários do Executivo. Diante do “toque” de obstruir dado elo líder do governo, José Múcio Monteiro, 173 deputados permaneceram em plenário – o mínimo necessário era de 308. As maiores defecções foram do PMDB, com 17 permanências, e do PV, que votou integralmente contra a orientação governista. O caso, efetivamente, não pode ser classificado como levante.
Por Carlos Lopes, da Santafé.
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Brasil de Lula é a Solução

Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.
Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.
Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".
Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".
Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.
O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.
Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.
Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.
"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."
O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:
Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.
"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.
No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.
Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.
Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.
