Blog de Notícias Políticas

27/06/2007

EMPRESÁRIO EMPRESTOU GADO PARA RENAN


O radialista Tarcísio Rigueira, conhecido como "Bocão", afirmou ontem, em seu programa "Folha Alerta", na "Rádio Folha de Pernambuco", que um empresário pernambucano lhe disse que emprestou 500 cabeças de gado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele disse que ficou sabendo do suposto empréstimo durante uma conversa segunda-feira em um escritório em Recife.

"Um empresário pernambucano, que tem quase 3.000 cabeças de gado, emprestou a Renan 500 cabeças de gado. Era só para fazer número para [que] quando a Polícia Federal chegasse e visse tudo cheio de boi", disse Rigueira durante o programa na rádio.

O produtor do radialista, Marcos Souza, disse que Rigueira não queria dar declarações sobre o assunto porque o empresário em questão era seu amigo. O programa apresentado por Rigueira, de acordo com o site da rádio, é popular, com denúncias, entrevistas e assistência social. O senador peemedebista enfrenta processo por quebra de decoro no Conselho de Ética do Senado. Ele é suspeito de ter despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior.

O rendimento com a venda de gado das fazendas que possui em Alagoas é o principal argumento de Renan para afirmar que tem recursos próprios suficientes para pagar R$ 12 mil mensais de pensão alimentícia que dava à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de três anos, e que não usou dinheiro da empreiteira para este fim.

O salário líquido de Renan como senador é de cerca de R$ 9 mil, e ele afirma que as negociações com gado teriam lhe rendido R$ 1,9 milhão nos últimos quatro anos. Um laudo preliminar da Polícia Federal aponta inconsistências nas notas fiscais referentes à venda de gado apresentadas pelo senador, em um indicativo de que elas podem ser frias.

Do Tribuna da Imprensa

26/06/2007

LULA SERÁ O GRANDE PUXADOR DE VOTOS NAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS


Cruzamentos da pesquisa CNT/Sensus mostram que desempenho pessoal do presidente Lula é espetacularmente aprovado pelos mais pobres, 72% daqueles que ganham até um salário mínimo, e 66% até 5 salários mínimos, contra 19 e 27% que desaprovam, respectivamente.

Mas Lula também é bem avaliado pelos que ganham de 5 a 20 salários mínimos, aprovação de 52%, contra 32% que o desaprovam.

Perde feio na avaliação daqueles que ganham acima de 20 salários mínimos, 65% desaprovam e 31% aprovam.

A avaliação positiva de Lula é melhor que a negativa em todos tamanhos de cidade, decapitais, cidades grandes, médias e interior.

Nas capitais recebe 54% de aprovação e 40 % desaprovação, nas grandes 59% e 31%. Mantém sempre uma boa diferença a seu favor, não importando o porte das cidades.

Lula dá de braçada nas cidades médias e pequenas, 70% a favor e 24% contra.

Sem dúvida, o presidente Lula será o grande puxador de votos nas eleições municipais do próximo ano.

Por Etevaldo Dias

23/06/2007

NÃO USE LOBISTA, USE CAMISINHA

Em apoio à campanha nacional de controle de natalidade, o Diário da Tribo lançou no Congresso Nacional o refrão: “Não use lobista, use camisinha”. A campanha vem em hora oportuna em que a maioria dos congressistas deixou a assessoria de lado e passou a cuidar pessoal e intimamente de suas relações com a imprensa. Claro que esse enorme empenho para conseguir penetrar na mídia vem dando frutos. O mais novo desses frutos é a filha do presidente do Senado. Apesar de não ser um veículo de sacanagem, o Diário da Tribo pretende explicitar as relações entre a imprensa e política. Melhor tirar as crianças da frente do monitor.

Encabeçando a teoria da conspiração de hoje, a Rede Globo. Mônica Veloso, mãe da filha de Renan Calheiros, é ex-funcionária da Globo. O que tem isso? Bem, se voltarmos sete aninhos no tempo, veremos que a mesma Globo era a empregadora da mãe de um filho de um presidente ainda mais ilustre, o da República. Miriam Dutra também estava no quadro da Globo quando pariu seu FHCzinho. Resta a pergunta, estariam as amantes de Lula e de Maluf (também pais bastardos) na folha de pagamento da Globo?

No vale-tudo pela informação, a Globo vai onde a notícia está (ou onde ela pode ser arrancada depois de uns dois drinques). Contratando jornalistas na fase mais fértil de suas carreiras, a emissora conseguiu informações quentes (e úmidas) além de obter amostras valiosas de sêmen para pesquisas de identificação do gene da corrupção. Ela só se esqueceu de colocar em seu manual de redação um veto ao recebimento de pensões através de lobistas. Um escândalo.

Até onde iria a Globo para conseguir informações? Enviaria Reinaldo Gianichinni para arrancar depoimentos (e suspiros) do deputado Clodovil Hernandes? A verdade é clara e escandalosa: a emissora não só omite as sacanagens de Brasília, como participa delas. E o pior: ao incentivar a reprodução descontrolada de políticos, a emissora promove a disseminação do gene da corrupção que acaba se perpetuando e enchendo o país de novos congressistas. O povo não é bobo, fora da cama, Rede Globo!


By Fábio Reynol

22/06/2007

ESPECULAÇÕES E ILAÇÕES - QUEM SERÁ O SUBSTITUTO DE CALHOTEIRO ?

Nos últimos dias, o presidente se mexeu para eleger nome simpático ao governo caso Renan Calheiros seja derrubado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu nos últimos dias com aliados o cenário de queda de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Discretamente, Lula já se movimenta para, caso se concretize a queda, que seus aliados no Senado elejam um nome simpático ao governo, de acordo com a Folha Online.

Renan é acusado de usar o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar aluguel e pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem o peemedebista tem uma filha.



O presidente do Senado resiste a se licenciar do cargo e chegou até a dizer que a palavra "renúncia" não existe em seu dicionário. Por isso, na tentativa de não hostilizar o peemedebista, um eventual sucessor deveria receber o seu aval.

Um nome que surge como possível de receber a bênção é o do líder da bancada do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO). Nos bastidores, Gerson Camata (PMDB-ES) também é lembrado. O senador José Sarney (PMDB-AP) teria dito a aliados que não deseja o posto e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, também tem se colocado fora da discussão.

Lula teme que uma eventual queda leve à eleição de oposicionista ou de aliado não-confiável aos olhos do governo, como Pedro Simon (PMDB-RS).

Fonte: Novojornal

Leia também: Ou cai o senador, ou cai a casa, e ainda : A MORTE DO SENADOR

ORAÇÃO DO POLÍTICO CORRUPTO


Ó Besta milagreira, protege-me da Revista Veja.
E de todas as suas denúncias.
Protege-me das escutas telefônicas,
Protege-me do Judiciário,
E de todas as operações da PF.
Livrai-me de qualquer suspeita.

O Brasil, este país tão rico e festeiro.
Não precisa de ética,
Mas de cachaça, circo e fogo de artíficio.
Não me abandones besta
Para que eu não me torne um sem cargo.
Mesmo que não mereça
Conserva meu gabinete e meu endereço em Brasília.

E se este meu pedido
A tua porta ficar
Posso tentar te corromper
Um dinheiro por fora,
Um mensalinho, um mensalão
Um amigo para tuas contas pagar
Até mesmo um boi obeso
Posso em teu pasto colocar
De algo deves precisar...

Faça-se a tua vontade
Mas, sobretudo a minha.
Amém"

Do Alquimistas do Brasil

19/06/2007

SERÁ QUE QUEREM DERRUBAR O REI E POR ISSO O NOME DA OPERAÇÃO É XEQUE MATE?


Frei Chico era do Partido Comunista quando Lula era peão. Foi ele quem levou Lula ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. E Lula acabou se tornando o Lula, o rei. Claro que isso é uma alusão ao nome da operação Xeque Mate.

Mas continuando a história. Frei Chico foi candidato a deputado estadual, se não me engano, por duas vezes. Como era de outro partido, Lula não o ajudou. E mesmo que o tenha ajudado, isso não foi o suficiente. Frei Chico teve votações insignificantes. Frei Chico era o que se costumava chamar de "quadro" do PC, ao menos uma torre do partido no ABC.

Vavá também é irmão de Lula, mas que eu saiba nunca foi do Sindicato ou um militante político importante. Foi peão, mas da prefeitura de SBC. Lembro-me dele como motorista por lá. Tentou se eleger vereador pela cidade. Fez poucos votos, bem poucos. Lula não o ajudou. Ou se ajudou, não adiantou.

Frei Chico acaba de assumir que ligou para Vavá no dia 20 de maio e deu-lhe um aviso. Não exatamente um xeque mate, talvez um xeque. Algo como: o rei não está gostando de umas coisas.

Lula tem um outro irmão. Ele vive na periferia Guarujá. Também não é peão. Trabalha numa copa de bar, mesmo nesse caso o jogo sendo de xadrez e não de cartas.

Ele não fala nada sobre Lula. Não trata da vida do outro irmão. Lava os copos em silêncio. Quando qualquer jornalista-maleta tenta arrancar dele qualquer declaração que seja sobre o irmão, ele pergunta da lua, do sol ou de futebol.

Se Lula é o rei e o nome dessa operação é Xeque Mate, pode vir mais coisa por aí. Até porque, o que li e ouvi até não me parece exatamente um xeque mate. Nem um xeque muito complicado. Só é algo constrangedor.

Quem levantou a lebre de o nome da Operação ser Xeque Mate pode levar a crer que alguém quer encurralar o Rei foi Ciro Gomes. Ele deve saber do que fala.

Mas por que a PF quer derrubar Lula? Ou por que alguns setores da PF gostariam de derrubar o rei?

O momento está mais para perguntas do que para respostas. Insisto, porém, que as ações da PF sempre tiveram crédito nesse blog. Ainda continuam tendo.

Mas é estranho ver uma gravação que constrange o rei, ou melhor, o presidente da República, ter vazado pela PF e virar manchete do jornal eletrônico da maior TV do país.

E se tudo o que a PF tiver for isso, acho que é melhor ficar de olho mais aberto em relação às peças que se movimentam neste tabuleiro. A PF não pode jogar.

Por Renato Rovai

18/06/2007

AS CRUZADAS MORAIS SELETIVAS DO SENADOR SIMON


O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ficou conhecido nacionalmente como um paladino da moralidade e da luta contra a corrupção. Neste domingo, o senador propõe, em um artigo publicado na Folha de São Paulo, que a população saia às ruas contra a corrupção e pelo fim da impunidade. Intitulado “Reage, Brasil!”, o artigo diz, entre outras coisas, que “nunca, em nenhum momento da nossa história política, os três Poderes da República estiveram tão contaminados pela corrupção”. Simon não apresenta nenhum dado para sustentar tal afirmação, apelando para sua biografia como elemento de prova do que está dizendo. As cruzadas morais do senador gaúcho têm uma particularidade curiosa. Elas nunca se referem às denúncias de corrupção que atingem seus correligionários no Rio Grande do Sul. Quando tais denúncias surgem na província de São Pedro, envolvendo políticos de seu partido ou aliados, reina o silêncio.

Alguém lembra de algum pronunciamento irado e indignado do senador Simon, cobrando investigações rigorosas sobre as denúncias contra a Máfia das Consultas, levantadas por uma série de reportagens do jornalista Giovani Grizotti? Denúncias que envolveram, entre outros, Elmar Schneider e João Osório, políticos do PMDB. Alguém ouviu algum comentário sobre o texto publicado no site da Assembléia Legislativa, onde o ex-deputado Schneider diz que “nos primeiros quatro anos de mandato em que trabalhou em parceria com o seu companheiro de partido, deputado João Osório, foram contabilizadas mais de quinhentos atendimentos mensais entre baixas em hospitais, cirurgias e consultas de rotina”, feito obtido através da intermediação dos seus respectivos mandatos? (clique AQUI para ler) Alguém ouviu algum discurso inspirado condenando a utilização de albergues por deputados para angariar votos, conforme denúncias que envolveram entre outros, os deputados Osvaldo e Márcio Biolchi, do PMDB?

Alguém lembra de uma fala de Simon cobrando explicações do vereador Luizinho do Sete, do PMDB de Sapucaia do Sul (RS), que contratou a mulher, a sogra, o filho e o gerente da loja de carros da qual o edil é proprietário? Ou ainda, alguém lembra de algum pedido de explicações do senador sobre o processo de privatização da Companhia Riograndense de Telefonia (CRT), durante o governo Britto, do PMDB, que contou, entre outras coisas, com a nebulosa participação da RBS, principal empresa de comunicação do Estado, e do grupo Oportunity, onde Britto foi trabalhar após deixar o governo? As cruzadas morais do senador parecem ser marcadas por uma curiosa seletividade geográfica e política. Uma seletividade que ajuda a identificar o lugar a partir do qual ele realmente fala.

Por Marco Weissheimer

15/06/2007

A MÁSCARA CAIU

Se o Senado aprovar o relatório do senador Epitácio Cafeteira no dia de hoje, após as denúncias dando conta que o senador Renan Calheiros, mentiu, usou notas frias, enganou os seus colegas e a todo o país estará escrevendo uma página vergonhosa em sua história.

Já era inadmissível o relator não ouvir o depoimento da jornalista Mônica Veloso com quem o Renan Calheiros teve uma filha. Ela é a principal peça de acusação e o seu depoimento foi vetado. Mas, a seqüência de irregularidades cometidas pelo senador Renan Calheiros é tão grande, que é impossível agora a sua permanência na presidência do Senado, e mais, a sua permanência como senador da República.

O senador ontem foi desmoralizado.

O presidente do Senado diz ter 1.700 cabeças de gado. O gerente de suas fazendas Everaldo de Lima Silva afirma que são 1.100.

Três das seis empresas cujas notas foram apresentadas por Renan ficam em Rio Novo, bairro da periferia de Maceió. Sendo que duas delas foram multadas por extravio de notas fiscais.

O senador apresentou 3 recibos da Carnal – Carne de Alagoas no valor de 127 mil reais. O dono da empresa, João Teixeira Santos, nega ter feito qualquer negócio com o presidente do Senado e a empresa consta como inativa na Secretaria de Fazenda do estado de Alagoas.

Segundo os recibos da defesa de Renan, a empresa G.F. da Silva Costa negociou a compra de gado dele, no valor de 164 mil reais. No endereço da empresa, numa cidade vizinha, ninguém foi encontrado. Segundo a secretaria de Receita de Alagoas a empresa está inativa. Cinco recibos apresentados por Renan têm data posterior ao fechamento da empresa.

O maior cliente de Renan Calheiros é o açougue São Jorge. O senador diz ter vendido gado no valor de 429 mil reais, mas açougue no ano passado teve um faturamento total de 23 mil reais.

É bom lembrar que o uso de notas frias já provocou a queda de um presidente da República, Fernando Collor na famosa “Operação Uruguai”, uma farsa montada por assessores e empresários aliados de Collor, com a cooperação de doleiros de São Paulo e Montevidéu para justificar depósitos e pagamentos de suas empresas que eram feitas por PC Farias e seus fantasmas.

Será que Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara cometeu crime equivalente ao de Renan ?

A máscara caiu. Agora é preciso coragem ao Senado para tomar a decisão que todo o Brasil cobra.

Blog do Garotinho

13/06/2007

Executiva Nacional do PT fecha questão em torno da reforma política

A Comissão Executiva Nacional do PT, após dois dias de debates com as bancadas do partido na Câmara e no Senado, decidiu nesta quarta-feira (13) fechar questão sobre os pontos da reforma política considerados prioritários pelo Diretório Nacional.

A Executiva entendeu que o partido irá votar favorável à fidelidade partidária, ao financiamento público exclusivo das campanhas, ao voto em lista pré-ordenada e ao fim das coligações para as eleições proporcionais.

A resolução ainda autoriza a bancada a “fazer as mediações necessárias”, ouvida a Executiva, para garantir no Congresso Nacional a aprovação do financiamento público e do voto em lista – que são os pontos mais polêmicos da proposta.

Por fim, ficou definido que o método a ser usado pelo PT na composição de sua lista pré-ordenada será objeto de debate no 3º Congresso Nacional do Partido, que acontece de 31 de agosto a 2 de setembro deste ano.

Dos pontos da reforma votados hoje pela Executiva, dois obtiveram a unanimidade dos 15 integrantes presentes: fidelidade partidária e fim das coligações proporcionais. As propostas de voto em lista e financiamento público tiveram, cada uma, 13 votos a favor, um contra e uma abstenção.

Fortalecimento das idéias

Durante dois dias (na segunda-feira e hoje) a Comissão Executiva ouviu as diversas opiniões de vários integrantes das bancadas petistas no Congresso, principalmente da Câmara, onde o projeto de reforma política está em discussão.

A decisão final sobre o ponto mais controverso dentro da bancada – o voto em lista pré-ordenada – levou em consideração as posições históricas do PT e a decisão do Diretório Nacional em sua reunião de abril.

Para a Executiva, o modelo proposto irá fortalecer o debate programático e os projetos coletivos, reduzindo drasticamente a influência do poder econômico sobre as eleições e acabando com a principal fonte de irregularidades na política, que é o financiamento privado de campanhas individuais.

Quanto aos argumentos de que a lista pré-ordenada levaria ao "caciquismo” e à predominância das “burocracias partidárias”, os integrantes da Executiva, em sua ampla maioria, concluíram que o PT possui “salvaguardas” para evitar esse tipo de desvio, entre elas o PED (Processo de Eleições Diretas), cujo mecanismo pode ser reproduzido no processo de formação das listas.

Leia abaixo a íntegra da resolução da Executiva

Resolução sobre a reforma política

A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida no dia 13 de junho de 2007, considerando:

1) a importância, para a democracia brasileira e para o Partido dos Trabalhadores, da reforma política atualmente em debate no Congresso Naconal;

2) a orientação para a bancada acerca da reforma política, aprovada pelo Diretório Nacional do PT em 20 de abril de 2007;

3) os debates travados na bancada do PT na Câmara dos Deputados, bem como a discussão conjunta travada pela bancada e pela comissão executiva nacional, no dia 11 de junho de 2007;

4) o disposto no artigo 67 do Estatuto do PT.

Decide:

1) fechar questão em torno da fidelidade partidária;

2) fechar questão em torno do financiamento público de campanhas;

3) fechar questão em torno do voto em lista pré-ordenada;

4) fechar questão em torno do fim das coligações em eleições proporcionais;

5) autorizar a bancada a, ouvida a comissão executiva nacional, fazer as mediações necessárias para garantir a aprovação, pelo Congresso Nacional, do financiamento público e do voto em lista;

6) orientar a comissão organizadora do 3º Congresso do PT a incluir, na programação do Congresso, um ponto de pauta específico para decidir sobre o método que o Partido adotará para compor suas listas.

Brasília, 13 de junho de 2007

Comissão Executiva Nacional do PT

06/06/2007

CONSELHO DE ÉTICA DO SENADO INVESTIGARÁ RENAN CALHEIROS


O Conselho de Ética do Senado decidiu nesta quarta-feira investigar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para apurar acusações de que teria utilizado recursos da empreiteira Mendes Júnior para o pagamento de parte de suas despesas pessoais.

O presidente do conselho, Sibá Machado(PT-AC), designou o senador Epitácio Cafeteira(PTB-MA) como relator do processo contra Renan. Cafeteira é ligado ao senador José Sarney(PMDB-AP), um dos principais interlocutores de Renan no Senado.

Sibá chegou a afirmar esta semana que o conselho deveria adiar a decisão para a semana que vem. Depois de ser acusado de trabalhar em favor de Renan ao sugerir o adiamento das investigações, o senador voltou atrás. Ao escolher o relator para o processo, Sibá automaticamente autorizou a sua tramitação.

O conselho tinha a prerrogativa de arquivar imediatamente a representação do PSOL contra Renan caso concluísse que não havia justificativas para as investigações. Renan tem agora o prazo de cinco sessões para encaminhar sua defesa ao conselho depois que receber oficialmente a representação do conselho.

Cafeteira terá que apresentar voto ao conselho no qual poderá sugerir o arquivamento do processo contra Renan ou defender a sua tramitação.

O senador José Nery(PSOL-PA), um dos autores da representação contra Renan, disse estar "satisfeito" com a tramitação do processo no Conselho de Ética. "O que para nós é fundamental é a tarefa do conselho no sentido de apuração dos fatos. Apuração não é condenação antecipada. O que reivindicamos é a investigação mediante as denúncias", disse Nery.

Sibá pediu ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que encaminhe ao conselho todos os documentos disponibilizados por Renan para se defender das acusações. Ele também pediu a Tuma que repasse ao conselho um resumo das investigações já realizadas pela corregedoria até este momento contra o presidente do Senado.

"Não vou me comportar a partir da emoção. Vamos nos pautar pela Constituição Federal e pelo regimento interno", disse Sibá.

AMEAÇA

O PSOL chegou a ameaçar recorrer a "instâncias superiores" caso o Conselho de Ética não instaurasse o processo contra Renan. O partido acusa Sibá e Tuma de parcialidade nas investigações.

"O corregedor declarou, em tom de pré-julgamento com base nos documentos que o senador Renan lhe enviou, que não queria condená-lo. O presidente do conselho, descuidando-se da necessária neutralidade, afirmou que o grosso das denúncias estão respondidas sem que ninguém conheça a íntegra dos argumentos e provas de defesa do senador", afirma o partido em carta aberta encaminhada hoje ao conselho. (FSP)

JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.