Blog de Notícias Políticas

19/07/2007

FHC, o invejoso, vai surtar com os novos números da economia


FHC ressuscitou.

Está em todas.

Nunca um ex-presidente foi tão citado pela mídia.

A mídia golpista adora o FHC.

Teriam sido as "negociatas" da privataria?

A base de Alcântara, que FHC queria "entregar" aos americanos?

Ou teria sido o ministro da Justiça de FHC, um certo Renan Calheiros?

FHC palpita sobre tudo, mas nenhum repórter tem coragem de perguntar a ele quem é que pagou as contas do filho do senador com a jornalista da Globo.

Se não foi o próprio FHC, quem foi?

E o que recebeu em troca?

Eu juro para vocês: se eu encontrar o FHC na rua ou em algum evento público eu vou fazer essa pergunta.

Não devemos admitir a hipocrisia: se o Lula teve de responder e o Renan Calheiros também, devemos poupar FHC?

Devemos poupar as crianças, que não têm nada com isso.

Digo, antes de prosseguir, que o fato de que Lula desperdiça sua taxa de aprovação apoiando Renan Calheiros é nojento.

Nada justifica isso, nem a tal "governabilidade".

Renan, ACM, Sarney, Roriz - essa gente deveria ser enterrada.

É o atraso do atraso do atraso do atraso.

Pior que a elite brasileira, que é apenas o atraso do atraso do atraso.

O problema do Lula é que ele tem medo.

O sonho de Lula é ser o FHC.

E o sonho do FHC é ser tão popular quanto o Lula.

À revista Economist, que o considera presidente-em-exercício, FHC papagaiou um bordão que deve ter sido produzido no mesmo laboratório de onde saiu o Pan do Brasil.

Alguma coisa do gênero: chega de fazer comparações com o passado, devemos fazer comparações com os nossos competidores.

É óbvio que FHC não quer mais comparações com o passado.

O governo Lula dá de dez a zero em todos os sentidos, inclusive no número de CPIs instaladas e em atividade, no combate à corrupção, na defesa dos interesses nacionais, na economia, na distribuição de renda e por aí afora.

FHC comprou a sua reeleição e a mídia abafou o escândalo.

O problema do sociólogo é que a comparação do Brasil com os competidores é favorável... ao Brasil.

Se você isolar o número do PIB - que é o que fazem os puxa-sacos de FHC -, o Brasil sai perdendo.

Mas você gostaria de morar na China, país de partido único, sem democracia, com a imprensa amordaçada, problemas gravíssimos no meio ambiente, falta de terras, de água e 200 milhões de camponeses miseráveis que detonam o seu salário?

E na Índia, em pé de guerra com um vizinho, com graves problemas entre hindus e muçulmanos, terrorismo, fome, falta de água e a divisão da sociedade em castas?

E na Rússia, com um regime autocrático, em guerra com uma de suas províncias, "cercada" pelos americanos, com centenas de mísseis nucleares apontados em sua direção?

Dos BRICs o Brasil é a melhor opção para os investidores estrangeiros.

Ou é por acaso que está chovendo dinheiro no Brasil?

Que o dólar só faz despencar?

O Brasil oferece uma plataforma razoavelmente segura para investimentos, sem comoções internas, com ótimas perspectivas de crescimento, terra e água à vontade e um monte de brasileiros dentro.

É o lugar ideal para se instalar e disputar um mercado em crescimento, o da América Latina.

Sim, temos um gravíssimo problema de violência, uma guerra civil não declarada por causa de uma distribuição de renda criminosa.

Mas o governo que está no poder está enfrentando o problema, com resultados visíveis.

Em que país do mundo as vendas pela internet têm aumento de 49% em relação aos primeiros seis meses do ano anterior?

Eu não vou ficar aqui desfiando todos os números da economia.

Faça isso você mesmo e vai ver que o governo Lula, ainda que enrolado com todo tipo de trapaceiro, dá de dez a zero no de FHC.

Se o Lula ousasse um pouquinho mais e usasse a autoridade que tem com mais de 60 por cento de aprovação popular poderia passar feito um rolo compressor sobre FHC e sua turma... politicamente.

Mas o Lula é de negociar, busca sempre o consenso, o que dá a impressão de paralisia.

O Lula é melhor presidente e melhor político que FHC.

E eu imagino o quanto deva doer, num professor da Sorbonne oriundo da aristocracia paulistana, o fato de perder para um nordestino que se formou no SENAI.

Publicado em 3 de julho de 2007

Estou com preguiça de ajudar os tucanos.

Por isso fico no caderno Dinheiro, da Folha, de 5 de julho.

Entrada de dólares no Brasil até 17 de junho de 2007: U$ 42,9 bilhões. Em todo o ano de 2006: U$ 37,3 bilhões - e não é tudo capital especulativo, não.

Brasil deve zerar o déficit nominal em 2008.

Brasil deve criar 1,451 milhão de empregos em 2007, 18% a mais que em 2006.

Estrangeiros vendem ações no país, mas compram de novo.

Compraram, os estrangeiros, 74% do volume de novas ações emitidas por companhias brasileiras na primeira metade do ano.

Venda de motos cresce 25,83% no primeiro semestre em relação ao ano passado.

Indústria cresce 1,3% em maio.

Para Sílvio Sales, coordenador de indústria do IBGE, esse perfil de crescimento, liderado por máquinas e equipamentos (19,4% em relação a abril) é "bastante saudável", pois indica o aumento dos investimentos.

'Choque agrícola' eleva inflação em SP (acumulado de 4,88% em 12 meses)

Ainda sobre as bolsas da valores, Carlos Miranda, sócio da Ernst & Young para a área de transações, vê dados positivos no cenário do país.

Para ele, ao contrário do que acontece com os outros Brics (Rússia, Índia e China), o investidor estrangeiro que aplica nas Bolsas brasileiras prioriza investimentos de longo prazo, apostando menos em ganhos rápidos.

Tudo isso chupei de apenas um caderno da Folha.

Do Viomundo.

17/07/2007

Opinião - A contragosto do governo, caso Renan obstrui pauta do Senado

Na política, esta semana, muito pouco deve chamar a atenção, além do Senado, onde o clima é de vigília. Amanhã vai estar em jogo o prosseguimento das investigações nos documentos apresentados pelo senador Renan Calheiros para justificar renda e enterrar a denúncia de que tinha despesas pessoais pagas por terceiros.

A Mesa Diretora, convocada pelo presidente do Senado para o último dia de atividade antes do recesso oficial, vai decidir, felizmente sem ele, se solicita à Polícia Federal a retomada na perícia de notas fiscais e outros documentos, conforme pedido da comissão de investigação do Conselho de Ética. A Polícia Federal teria 20 dias para periciar os papéis.

Renan Calheiros vem dando seguidas demonstrações de que não deseja a perícia. Não se pode descartar que até terça-feira apresente novos argumentos para impedir a ação policial. O clima tenso deve impedir que o Senado realize a sessão de votações, conforme previsto e desejado pelo governo. (Carlos Lopes, da Santafé)

Por Etevaldo Dias

11/07/2007

BRASIL - INDIGNADOS E ENVERGONHADOS

Quem acompanhou nas últimas semanas a política no Senado a propósito do caso de seu presidente, Renan Calheiros, seguido do Senador Roriz e o fato da impunidade de um jornalista, réu confesso, que matou sua namorada pelas costas e premeditamente e depois de sete anos, apesar de condenado, estar ainda em liberdade desfrutando seu status de poderoso e rico, só pode se encher de iracúndia sagrada e sentir-se envergonhado. Isso não pode ser.

O caso do jornalista revela a venalidade de muitos juizes. Eles são fortes quando trata dos fracos. Diante dos poderosos são covardes. Mas o quadro mais sombrio é assistir pela TV as discussões no Conselho de Ética do Senado que deve julgar a imputada falta de decoro parlamentar de seu presidente. Este presumivelmente sustentava a jornalista com quem tivera um filho, mediante aportes de uma grande empreiteira. Para negar tal acusação, o Senador armou um arsenal de provas que visavam mostrar sua capacidade financeira. Porém quando analisadas pela Polícia Federal e desmascaradas pela imprensa investigativa se mostraram uma inconfessável farsa.

No Conselho de Ética do Senado predominava a disposição quase geral de engavetamento do processo por um instinto corporativo. É sabido que há senadores em situação semelhante àquela de Renan Calheiros, temerosos de que seus desvios viessem a público e então optam pela absolvição. Outros se mostraram lenientes por considerarem que tais coisas pertencem à cultura machista brasileira que condena as mulheres amantes ao anonimato e à invisiblidade social além de expô-las a situações vexatórias diante de suas famílias e na sociedade em geral. Aliás, quem das mulheres senadoras, abordou a condição da esposa do presidente do Senado e da jornalista, condenada a ser sua amante escondida e mãe invisível do bebê? Por que a consciência dos direitos da mulher ainda não foi incorporada em sua mente política, se de resto fazem um tão belo papel?

Poucos senadores se pautaram por postura ética de investigar os fatos, acolher o peso do contraditório e garantir a lisura do processo. Mas em quase todos a ética foi sacrificada ao jogo político. Até que a máscara caiu de vez: transformou-se a questão ética em questão política. Isto significa: os fatos já não contam. O que conta são as versões. As mentiras já não são mais mentiras, são ilações, os crimes constatados já não são mais crimes, mas acusações movidas por interesses excusos. Quando se instaura a questão política significa que tudo vale, pois, no tipo de nossa democrazia debole os direitos e a justiça não são instâncias referenciais que devem ser sempre garantidas, mas são mera decoração. Se medirmos nossa democracia por estes valores ela é simplesmente uma farsa e uma mentira oficialmente instalada.

Se na questão política há o ânimo de condenar, o acusado, mesmo inocente, será condenado. Se há ânimo de absolver, o acusado, mesmo corrupto, será absolvido. Será diferente nos processos contra Renan Calheiros e Roriz?

Sugestiva é a hipótese apresentada pelo cientista político da UERJ, Luiz Gonzaga de Souza Lima, segundo a qual para se entender o Brasil há que se partir não da categoria Estado e nação, mas de empresa. O Brasil, na verdade, é a maior empresa do capitalismo mundial e desde o início, a mais bem sucedida, empresa para beneficiar os ricos daqui e os de lá de fora. A continuar a encenação feita no Senado, o Brasil nunca vai dar acerto como nação. Dai nossa indignação e sentimento de vergonha.

Por Leonardo Boff, teólogo e membro da Comissão da Carta da Terra

05/07/2007

KIRCHNER PEDE A LULA APOIO NO INGRESSO DA VENEZUELA NO MERCOSUL


O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, disse nesta quinta-feira (5) que pediu a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva para interceder junto ao Senado brasileiro no sentido de tornar a Venezuela parte ativa do Mercosul. Parlamentares argentinos também entrarão em contato com lideranças brasileiras no Congresso nos próximos dias, com essa mesma finalidade.

Kirchner, Chávez e Lula, em encontro de 2004 "Estamos profundamente convencidos de que devemos seguir adiante com as políticas implementadas, com a construção do Mercosul e com a união dos povos da América Latina", ressaltou Kirchner, ao comentar o teor da conversa com o presidente brasileiro.

Kirchner fez essas declarações em um ato público após a polêmica surgida na última terça-feira, quando o presidente venezuelano Hugo Chávez de um prazo de três meses para que Brasil e Paraguai ratifiquem o protocolo de ingresso do país como membro pleno do Mercosul – a Argentina e o Uruguai já o fizeram.

"É importante abrir o caminho, como disse a Lula, para que a Venezuela possa ser parte ativa do Mercosul", afirmou o presidente da Argentina em sua primeira declaração sobre este assunto.

Os jornais de Buenos Aires publicaram nesta quinta-feira que Lula "desafiou" Chávez com um "se não quer, que não fique" no Mercosul, durante uma entrevista coletiva que deu na quarta-feira em Lisboa depois de assinar um acordo de associação estratégica com a União Européia. Diante da repercussão obtida com as declarações dos dois presidentes, Kirchner foi obrigado a se posicionar a respeito.

Vermelho Org, com informações da Efe

02/07/2007

Financiamento público e fidelidade continuam prioridade para o PT


O PT vai manter a reforma política como prioridade de sua agenda, com ênfase no financiamento público de campanha e na fidelidade partidária. Esta foi uma das definições da reunião da Comissão Executiva Nacional do PT (CEN), ocorrida nesta segunda-feira (2), no Diretório Nacional em São Paulo.

Após a derrota do partido na votação da proposta de criação do sistema de voto em listas partidárias, ocorrida na quinta-feira (28), a CEN decidiu que vai defender como estratégica a proposta de financiamento público para campanhas eleitorais. O partido quer apresentar um posicionamento claro sobre a importância de mudanças no sistema político para combater a corrupção e fortalecer os partidos. “Mesmo prejudicado em sua viabilidade plena, pela falta da lista, o financiamento público é um elemento importante para a democracia”, afirmou o presidente do PT, Ricardo Berzoini.

Berzoini admite a limitação que representou para a aprovação do financiamento público a derrota do voto em lista. Para ele, no entanto, é importante o PT sinalizar sua posição e buscar a aprovação “dentro das viabilidades políticas da Câmara”.

A proposta do PT é que o financiamento das campanhas eleitorais seja totalmente público para reduzir o poder econômico sobre as candidaturas e eliminar o assistencialismo e o clientelismo que ainda ocorre em algumas eleições. “Temos a oportunidade de reduzir drasticamente a influência do poder econômico e a suspeita de que os candidatos têm o rabo preso com o doador”, disse o presidente do PT.

Berzoini reafirmou que as dúvidas que existem sobre as listas são legítimas. Ele lembrou que a pergunta mais freqüente é: haverá democracia nos partidos para definir a ordem da lista? Para ele, no entanto, o caso do PT é tranqüilo, pois seu Estatuto garante proporcionalidade, eleições diretas, convenções e voto dos filiados, entre outros fatores que dão transparência à estrutura do partido.

O tema da fidelidade e o fim das coligações proporcionais entrarão na pauta da Câmara com o apoio do PT. Berzoini avalia que estes temas têm grande coesão na bancada petista

PT Org

DIFERENÇAS DO GOVERNOS: PETISTAS X TUCANOS

1 – MÉDIAS BALANÇA COMERCIAL (bilhões de US$)- FHC (PSDB) (1995/2002): -2,442- Lula (PT) (2003/2005): +34,420 (recorde)

2 – SUPERÁVIT COMERCIAL (bilhões de US$)- FHC (1995/2002): -8,7 (déficit)- Lula (2003/2005): +103,0 (superávit)

3 – RISCO-PAÍS PTS- FHC (Jan/2002): 1.445- Lula (Jan/2006): 290 (recorde)

4 – JUROS- FHC (Jan/2002): 25,00%- Lula (Jan/2006): 18,00%

5 – INFLAÇÃO- FHC(2002): 12,5%- Lula(2005): 5,7%

6 – DÓLAR R$- FHC (Jan/02): 3,53- Lula (Jan/06): 2,30

7 – RANKING DO PIB MUNDIAL (PPP) (trilhões de US$)- FHC (2002): 1,340 -> 10º- Lula (2004): 1,492 -> 09º

8 – BOVESPA PTS- FHC (Jan/02): 11.268- Lula (Jan/06): 35.223 (recorde)

9 – DÍVIDA EXTERNA (bilhões de US$)- FHC (2002): 210- Lula (2005): 165 – E caindo mês a mês…

10 – DÍVIDA COM O FMI E COM O CLUBE DE PARIS EM DOLÁR- FHC (2002): O governo não informou o valor da dívida.- Lula (2005): 0,00

11 – SALÁRIO MÍNIMO (US$)- FHC (2002): 56,50- Lula (2005): 128,20

12 – DESEMPREGO- FHC (2002): 12,2%- Lula (2005): 9,6%

13 – TAXA ABAIXO DA LINHA DE PROBREZA- FHC (2002): O governo não controlava este índice. Segundo dados,ultrapassava os 35%.- Lula (2004): 25,1%

14-incremento no acesso a água no semi-árido nordestinoLula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternasFHC: zero

15 -Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)Lula: 3,3 milhões de brasileirosFHC: zero

16-Áreas ambientais preservadasLula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares

17 - Apoio à agricultura familiarLula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)* O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007

18 -Compra de terras para Reforma AgráriaLula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)

19 - Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:Lula: 14,99 bilhõesFHC: 8,3 bilhões

20 - Investimentos em alimentação escolar:Lula: 1 bilhãoFHC: 848 milhões

21 -Investimento anual em saúde básica:Lula: 1,5 bilhãoFHC: 155 milhões

22 - Equipes do Programa Saúde da Família:Lula: 21.609FHC: 16.698

23 - População atendida pelo Prog. Saúde da Família:Lula: 70 milhõesFHC: 55 milhões

24 - Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:Lula: 39,7%FHC: 31,9%

25 - Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:Lula: 151 milFHC: 119 mil

26 - Juros:Lula: 16% FHC: 25%

27 - BOVESPALula: 35,2 mil pontosFHC: 11,2 mil pontos

28 - Dívida externa: Lula: 165 bilhões FHC: 210 bilhões

29 - Desemprego no país: Lula: 9,6% FHC: 12,2%

30 - Dívida/PIB: Lula: 51% FHC: 57,5%

31 - Eletrificação Rural - Lula: 3.000.000 de pessoas - FHC: 2.700 pessoas

32 - Livros gratuitos para o Ensino MédioLula: 7 milhõesFHC: zero

33 - Geração de Energia ElétricaLula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência.

Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas. FHC: APAGÃO

34 - Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a PolíciaFederal realizou 183 operações e 2.961 prisões? Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.

Fontes: Anselmo Raposo, IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar – desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Reg.; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado;

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.

JOGADAS PASSADAS