Blog de Notícias Políticas
30/01/2008
Partidos se rebelam contra a aliança de Pimentel e Aécio
Oito pré-candidatos participaram da reunião Oito pré-candidatos a prefeito, filiados ao PMDB, PV, PCdoB e PT, se reuniram nesta segunda-feira (27/01), na Assembléia Legislativa, para lançarem um documento conjunto e buscar o que a deputada federal Jô Moraes (PCdoB) chamou de “entendimento em torno de programas, idéias e projetos, ao contrário daquilo que estão tentando, que não passa de um acordo entre amigos”.
Além de Jô Moraes, participaram os deputados Leonardo Quintão, Gilberto Abramo, Sávio Souza Cruz e Vanderlei Miranda, pré-candidatos do PMDB; o vice-prefeito Ronaldo Vasconcellos e o deputado federal Antônio Roberto, pré-candidatos do PV; e Rogério Correia (PT). Também presentes os deputados Adalclever Lopes, que está deixando a liderança do PMDB, e Carlin Moura (PCdoB), pré- candidato a prefeito de Contagem, na Grande-BH.
Jô Moraes lembrou que ali estavam partidos que também fazem parte do governo Lula, “que tem garantido grandes investimentos na cidade, como no caso do PAC”. Ela ressaltou que estes recursos sofrem hoje ameaça de cortes em função da derrubada da CPMF, “fato que o PSDB contribuiu decisivamente, BH não é uma ilha, está inserida neste contexto”.
Reunião aberta
Todos os parlamentares ressaltaram o fato da reunião ser aberta e com a presença da imprensa, numa crítica à forma em que o governador e o prefeito vêm tratando o assunto em reuniões de cúpula.
A intenção do prefeito Fernando Pimentel (PT) e Aécio Neves (PSDB) é ter um candidato comum, que não necessariamente saísse de um dos dois partidos e que fosse escolhido sob o critério de ser de confiança de ambos. Depois de plantar vários nomes na imprensa, no momento eles têm defendido o nome do secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Márcio Lacerda (PSB).
Para o deputado estadual Sávio Souza Cruz, pré-candidato do PMDB, a atitude de Aécio e Pimentel deve “causar repulsa da sociedade”. Sávio alertou que da forma que os mandatários estão passando por cima dos partidos é uma ameaça à democracia. “É um risco ao estado de direito e à democracia feito de maneira dócil e charmosa, ao contrário da revolução de 1964, que foi feita com tanques, repressão e mortes”, afirmou o deputado, que considera que mais um sintoma do crescimento do autoritarismo de Aécio, “que restaurou a censura na imprensa mineira”.
“Dois chefes de executivos (Aécio e Pimentel) tratam da eleição para prefeito de Belo Horizonte como se o cargo fosse de confiança deles para apoiá-los em 2010 e nós temos de mostrar a nossa indignação, porque é um cargo muito importante”, afirmou Sávio.
De BH
Outro pré-candidato do PMDB, o deputado federal Leonardo Quintão, lembrou que todos os que estavam ali reunidos são “pessoas que conhecem BH, que Tem uma história na cidade”. Segundo Quintão, “o PMDB está unido, e aqui estão presentes todos os deputados com votação expressiva na capital mineira”.
O vice-prefeito da cidade, Ronaldo Vasconcelos, que é um dos pré-candidatos do PV, mostrou também a sua contrariedade com a forma que a aliança entre Pimentel e Aécio vem sendo tratada. Ele afirma que o PV terá candidatura própria e que isto é uma decisão tanto da direção municipal, quanto estadual e nacional.
Único petista presente no encontro, o pré-candidato Rogério Côrrea, delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Minas, avisou que presidente do PT mineiro, deputado Reginaldo Lopes, deixou claro que o PT deve ter candidato próprio. “Não necessariamente tem que ser do PT, mas ele tem a obrigação de se unificar em uma candidatura e apresentar para aos partidos aliados”.
Segundo Rogério, “Quem está querendo fazer aliança com o PSDB parece que se esquece de como a Prefeitura foi encontrada em 92, na primeira administração popular depois de um mandato tucano”.
Interior
Os deputados estaduais Adalcever Lopes (PMDB) e Carlin Moura (PCdoB) acrescentaram outro aspecto negativo, que segundo eles a discussão entre PT e PSDB vem causando, que se refere a desarticulação causada em discussões no interior de estado.
Para Carlin, “a importância da capital é grande para as definições das coligações nas cidades do interior. Esta aliança de PT e PSDB criou grande perplexidade e pode bagunçar nosso campo aliado. Lá na minha cidade (Virgolândia) estão chamando esta aliança de PT com PSDB de cruzamento de jumento com vaca, não dá leite e nem puxa carroça”.
O próximo passo do grupo, que anunciou a intenção de continuar conversando, é incluir líderes de expressão nacional na articulação. Eles pretendem procurar os ministros mineiros Hélio Costa (Comunicações, do PMDB), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do PT), Luiz Dulci (Secretaria-geral da Presidência, também do PT), além do ministro das Relações Institucionais, José Múcio (PTB-PE), e do próprio presidente Lula. Pretendem também conversar com outros partidos aliados, como PDT e PPS.
Programa comum
A continuidade das obras e a disponibilidade dos recursos que estão sendo aplicados em Belo Horizonte foram defendidas pelos oito pré-candidatos a prefeito contrários a um possível acordo entre o PT e PSDB.
Na reunião, foi assinada a “Declaração Conjunta dos Pré-Candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte”. “Nós, pré-candidatos à Prefeitura temos clareza de que não basta ter boa relação com outras instâncias de governo. É preciso, sobretudo, um ambiente nacional favorável aos investimentos através do desenvolvimento com distribuição de renda. Por isso, assumimos o compromisso de:
1) Incorporar-se aos esforços dos representantes mineiros no Congresso, para que sejam mantidos todos os investimentos previstos nos planos de aceleração do crescimento em todas as áreas para as quais foram formulados;
2) Defender a imediata discussão e aprovação de uma reforma tributária justa que desonere quem trabalha e quem produz;
3) Garantir os recursos previstos para os programas sociais;
4) Debater a necessidade de retomada da queda das taxas de juros.
Eles concluem o documento assumindo o seguinte compromisso: «Mantidas nossas pré-candidaturas a serem apreciadas pelos nossos partidos, realizarmos uma campanha eleitoral pautada na convivência respeitosa em relação a nossas possíveis diferenças em torno das propostas para a continuidade e aperfeiçoamento do projeto que está em curso há 16 anos em nossa cidade”.
Vermelho org com agências
18/01/2008
Até a natureza comemora - Divergências transbordam no PSDB

Crescem e já transbordam do interior do partido as divergências no PSDB de São Paulo, entre o governador José Serra e o ex, Geraldo Alckmin. E consolida-se a profunda divisão nacional entre os governadores José Serra e Aécio Neves.
No último final de semana, no jogo da eleição para a prefeitura da Capital, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apoiou o governador José Serra e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, o ex, Geraldo Alckmin.
Fica claro, assim, que a estratégia do governador Serra de apoiar a reeleição do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, do DEM, em troca do apoio nacional à sua candidatura presidencial em 2010 esbarra na legitima postulação presidencial de seu colega mineiro, e na decisão de Alckmin, até agora irremovível, de se candidatar a prefeito de São Paulo. Alckmin não aceita as ofertas para ser candidato a senador ou a governador daqui a três anos.
Se Serra perder e Alckmin conseguir sair candidato a prefeito este ano, a aliança PDSB-DEM sonhada pelo governador paulista se inviabiliza. Se ele ganhar, derrotar Alckmin no partido agora, e Aécio em 2010, mas não obtiver um acordo com os dois, dificilmente chega à presidência da República pós-Lula. É a necessidade da tão preconizada unidade falada pelo Fernando Henrique - sem ela, os tucanos perdem.
Sem o apoio de Minas Gerais, Serra não terá votos para derrotar um candidato do PT e de Lula. Principalmente se este mantiver o apoio do PMDB, o que dará à candidatura situacionista uma força extraordinária em Minas, no Rio de Janeiro e no Nordeste, e condições de disputar de igual para igual em São Paulo e no Sul do pais. Além do fato de PSDB e DEM não terem até hoje mensagem e programa definidos, temos um fato decisivo para as eleições de 2010: os rumos do país indicam que a escolha popular dificilmente será para dar aos tucanos, e a um paulista, o governo do país.
Na minha avaliação, no nosso partido, a dona da bola, a decisão da vez, está com a ex-prefeita e Ministra do Turismo, Marta Suplicy, favorita no PT e nas pesquisas. Tem tudo para ser a candidata petista a prefeita - só não o será se não quiser.
Sua decisão é fundamental para a estratégia para 2010, porque coloca os tucanos e pefelistas na defensiva em São Paulo e agrava suas divergências e contradições. Estão criadas, aí, as condições para o PT disputar para vencer, entre outras capitais e grandes cidades, em São Paulo e Belo Horizonte - esta, já estamos governando pela quarta vez.
Assim, fica claro que o pleito de 2010 no país, passa antes, já e obrigatoriamente, por São Paulo, pela eleição deste ano. A decisão em São Paulo virou questão nacional e 2010 terá de contar com a participação não só do partido, mas também, diretamente, do próprio presidente Lula.
Do blog do Dirceu
10/01/2008
Muito cinismo leva político a repetir frase feita contra o Bolsa Família
Tem alguma frase feita mais cínica do que essa? trata-se de um clichê muito usado pelas elites que pregam o fim do programa Bolsa Família. Acabo de ler na Gazeta Mercantil (9/01/08) que o deputado tucano José Aníbal (SP) pensa assim. Digo que a frase feita é cínica porque é mais do que óbvio que ninguém “aprende a pescar” passando fome. No fundo, no fundo essa gente detesta ver pobre progredindo na vida e tem verdadeiro pavor da popularidade do presidente Lula.
Em cinismo, a frase feita citada só perde para a qualificação de “esmola” em relação ao programa Bolsa Família. Para a religião católica dar esmola é um ato de caridade. Ainda assim tem católico que condena o programa Bolsa Família como “esmola”. É uma contradição. Dar esmola na esquina alivia a consciência, mas, dar esmola a toda uma população carente não é um ato de caridade, é um erro de gestão governamental. Assim pensa o bispo de Barra dom Luiz Cappio, aquele da greve de fome fracassada contra a transposição das águas do rio São Francisco.
Equívocos ou cinismos a parte, o programa Bolsa Família é um programa de transferência de renda. Socorre famílias em situação de pobreza – com renda mensal por pessoa de R$ 60 a R$ 120 reais – e famílias em extrema pobreza com renda mensal por pessoa de até R$ 60 reais. É mais do que óbvio que o Bolsa Família faz a popularidade do presidente Lula crescer. Afinal, o pobre é pobre, mas, não é burro. Existem 46 milhões beneficiadas pelo programa.
Entendo a gastura que o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sente, a ponto de prejulgar inconstitucional a Medida Provisória assinada pelo presidente Lula que estende o Bolsa Família para jovens de 16 e 17 anos. Ele faz parte da fina flor da elite brasileira que vive como príncipe às custas da pobreza de milhões de pessoas. Como bom militante político, o ministro Mello busca destruir o programa que leva a popularidade do presidente Lula para cima. Também entendo o espaço que a Gazeta Mercantil lhe dá. É o jornal da burguesia paulista, a pior raça de gente que existe, individualista e perigosa. Continuo achando que o Brasil merece um terceiro mandato para Lula concluir sua obra.
Por Oldack Miranda/Everaldo de Jesus
09/01/2008
DEM entra na negociação para tirar Alckmin da disputa em SP
Por meio do ex-presidente da sigla, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC), o partido garantiu a Alckmin e a Serra que aceitaria se comprometer desde já com o apoio a Alckmin para o governo estadual. As reuniões foram realizadas no fim do ano passado. Também participou das conversas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-secretário geral da Presidência Eduardo Jorge.
A proposta garantiria o apoio tucano à reeleição de Gilberto Kassab em São Paulo, principal objetivo eleitoral do DEM, e faria com que Serra se apresentasse para a disputa interna pela candidatura presidencial tucana em 2010 com a seção paulista do partido pacificada e a aliança entre os dois partidos consolidada.
Segundo dirigentes do DEM que participaram da negociação - ainda em curso - Alckmin teria se mostrado disposto a analisar o assunto, desde que Serra tomasse a iniciativa de formalizar a oferta.
Dentro do PSDB, a articulação levanta resistências. Ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o deputado Arnaldo Madeira afirmou que a negociação é prematura. "Quem está espremido pelo prazo é o PT, não nós. São os petistas que precisam definir a se a ministra do Turismo Marta Suplicy será candidata ou não até 2 de abril, para que ela se desincompatibilize. Nós podemos aguardar a decisão do adversário para só depois tomarmos a nossa", sugeriu.
O grupo ligado a Geraldo Alckmin dentro do PSDB é francamente hostil à proposta. Argumentam que Alckmin tem densidade eleitoral e partidária suficiente para ser candidato em 2008 e até mesmo em 2010 sem precisar negociar com Serra e o DEM, já que nem o governador, nem os correligionários de Kassab disporiam de alternativas. Faltam nomes tucanos para disputar o Palácio dos Bandeirantes e de integrantes do DEM para tentar a Presidência.
Segundo o deputado Silvio Torres, a idéia da candidatura tucana para a capital está amadurecida no partido. "Essa idéia de não concorrer agora e se preservar para 2010 é uma idéia antiga, de uns oito meses atrás. A dinâmica eleitoral agora é outra", comentou. Torres defende que o partido tenha candidato próprio para barrar o crescimento do PT na capital. "Nossa convicção é que, em 2010, São Paulo será vitrine nacional e nosso embate será polarizado. Não podemos correr o risco de deixar o PT se fortalecer novamente em São Paulo", disse o interlocutor. Além disso, ressalta o tucano, o PSDB "não tem candidatos fortes para concorrer às capitais". "A situação não está confortável. Não temos candidatura forte a não ser em Curitiba", afirmou, referindo-se ao prefeito Beto Richa, candidato à reeleição.
By Helena™
07/01/2008
Servidores Federais prejudicados com o fim da CPMF

Mais um efeito colateral da irresponsável extinção da CPMF pelo PSDB, DEM e seus partidos satélites.
Não há como reajustar o salário dos servidores federais de imediato, não há como fazer novos concursos públicos.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) já fala em greve. Antes, deveria protestar nas ruas contra os políticos fascistas que votaram pela extinção da CPMF.
O Governo Federal precisa equilibrar o Orçamento para cobrir os R$ 40 bilhões que deixarão de ser arrecadados. Dinheiro não nasce em árvore.
Na atual circunstância a greve é contra o povo que não tem nada a ver com a insensata política da oposição ao Governo Lula.
Por DANIEL PEARL
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Brasil de Lula é a Solução

Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.
Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.
Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".
Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".
Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.
O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.
Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.
Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.
"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."
O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:
Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.
"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.
No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.
Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.
Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.