Blog de Notícias Políticas

26/06/2008

Eleições 2008: O termômetro paulistano

A eleição para prefeito de São Paulo costuma funcionar como termômetro nacional para o Partido dos Trabalhadores. Em parte porque o estado é simultaneamente berço e principal alicerce da legenda. Mas também porque os números da corrida pelo comando da capital paulista acabam emitindo sinais bastante nítidos sobre o humor do eleitorado das grandes metrópoles. E sabe-se que esse segmento é a principal base social do PT.

Em 1985, por exemplo, a imprevista vitória de Janio Quadros foi o sinal de fumaça sobre o prematuro cansaço do eleitor com a Nova República de José Sarney e Ulysses Guimarães. E o bom desempenho de Eduardo Suplicy evidenciou a força nascente do petismo. Já em 1988, a surpreendente atropelada final de Luiz Erundina sobre Paulo Maluf pode hoje ser lida como o prólogo da passagem, um ano depois, de Luiz Inácio Lula da Silva ao segundo turno da sucessão presidencial.

Quatro anos mais tarde, em 1992, a ressurreição política de um Paulo Maluf feito alcaide em pleno auge da crise que levou à derrubada do presidente Fernando Collor pode hoje ser analisada como um aviso: o vácuo aberto pelo impeachment não seria necessariamente ocupado pela esquerda. A confirmação veio dali a dois anos, quando Fernando Henrique Cardoso, montado no Plano Real, aglutinou todo o espectro conservador para impedir a eleição de Lula.

Em 1996, Maluf fez facilmente o sucessor, Celso Pitta, numa demonstração de que a maioria da população paulistana continuava inclinada do centro para a direita, e de que não tinha ainda chegado a hora do PT. Em 2000, finalmente, Marta Suplicy entrou no Palácio das Indústrias. Vivia-se, ao mesmo tempo, o ápice do antimalufismo alimentado pela crise permanente da administração Pitta e o ambiente de frustração que marcou todo o segundo quadriênio de FHC.

Marta não conseguiu se reeleger. Perdeu por pequena diferença para um José Serra que vinha vitaminado pela passagem ao segundo turno da eleição presidencial contra Lula em 2002. O curioso é que na semana da derrota no segundo turno em 2004 Marta conseguiu a melhor avaliação de seu governo em todo o mandato. Por que Marta perdeu? Porque, além de ter pela frente um nome fortíssimo, estava isolada política e socialmente. Não tinha com ela outras forças relevantes e havia construído uma forte rejeição nas camadas médias.

Lula correu o mesmo risco em 2006. Mas teve a sabedoria de evitar o isolamento. Além de contar com a absoluta incompetência da oposição para construir um projeto nacional que se não se resumisse à vontade dela, oposição, de voltar ao poder.

A cidade de São Paulo sempre foi um desafio difícil para o PT. Em 2002, no auge de sua canonização como “Lulinha paz e amor”, Lula bateu Serra na segunda rodada presidencial por pouco mais de 120 mil votos num universo de mais de 7,5 milhões de eleitores. A verdade é que o antimalufismo foi até hoje o único trampolim eficaz para o petismo paulistano ganhar eleições. Com o esgotamento da liderança política de Maluf e a ocupação majoritária da centro-direita pelo PSDB, restou ao PT a franja esquerda do eleitorado, que em São Paulo está longe de ser maioria.

Por essa razão, Marta não tem qualquer obrigação de vencer a eleição deste ano. Ela não pode é fazer feio. Mas suas chances de vitória aumentaram nos últimos dias com a adesão do bloco de esquerda liderado pelo PSB. Ela conta ainda com o inacreditável imbróglio entre Geraldo Alckmin e o prefeito quase-tucano Gilberto Kassab, do Democratas. As pesquisas mostram também que caiu a rejeição a Marta na classe média e que hoje em São Paulo Lula é um grande eleitor. Principalmente se conseguir convencer o distinto público de que vai colocar com tudo o governo federal para fazer metrô na cidade.

Mas, se Marta não tem a obrigação de vencer, para o PSDB trata-se da eleição do tudo ou nada. Por uma razão simples. Se o PSDB não conseguir derrotar o bloco de esquerda na cidade de São Paulo, vai ganhar onde? Certamente não nos lugares onde Lula é mais forte, como no Nordeste. Em outras palavras, se a aliança de esquerda bater a coligação PSDB—Democratas na capital paulista, estará sacramentado que Luiz Inácio Lula da Silva parte para 2010 com a faca e o queijo nas mãos para fazer o sucessor.

Por Alon Feuerwerker - No Vermelho.org

21/06/2008

"Eficiência e honestidade" do PSDB/DEM no governo

Dois anos e três meses após o então prefeito tucano José Serra ter comprado um aparelho de ressonância magnética - o primeiro e único da rede municipal de saúde - num contrato com uma empresa ao custo de R$ 108 milhões, o equipamento ainda está parado porque seu sucessor, o prefeito Gilberto Kassab, ex-PFL/DEM (e agora candidato de uma parte do PSDB à reeleição) não fez as obras para instalá-lo.

O fato foi descoberto pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) e publicado pela Folha de S.Paulo hoje. Segundo o jornal, o equipamento inutilizado está num depósito, enquanto a Prefeitura encaminha para hospitais da rede estadual e para unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) os cerca de 6.500 pacientes que recorrem à rede municipal de saúde, necessitando desse tipo de exame (ressonância, tomografia, raio-X, ultra-som, entre outros) que dá o diagnóstico por imagem.

A despeito disso, a Prefeitura diz que não há prejuízos à população pela não-instalação. Agora a Secretaria Municipal da Saúde programou um novo prazo, 30 de setembro, daqui a três meses, para que o aparelho comece a funcionar no Hospital do Campo Limpo. Mas as obras de adequação do local para a instalação do equipamento, orçadas em R$ 500 mil, ainda não começaram.

O TCM apontou ainda uma série de irregularidades envolvendo a compra desse aparelho, a principal delas relacionada à forma como a empresa vendedora foi escolhida. Por maioria os conselheiros do TCM julgaram que o sistema que indicou a vencedora, um pregão pelo qual os empresários dão lances para ver quem cobra menos, não deveria ter sido usado num contrato de valor tão alto, superior a R$ 100 milhões.

Temos, aí, então, um exemplo de eficiência e honestidade tucanas: 27 meses após a compra, o equipamento ainda não funciona, e um contrato superior a R$ 100 milhões decidido por um inadequado sistema de pregão. Ironizando de novo, isso deve ser o jeito tucano de governar!

Do blog do Dirceu

12/06/2008

Lula elogia Dilma e ataca oposição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesta quinta-feira (12) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a atacar os que tentam desqualificá-la com acusações inconsistentes.

"Como algumas pessoas desconfiam que ela possa ser candidata a alguma coisa, ela virou vidraça para todos os ataques que a oposição quer fazer. (...) É muito engraçado esse tipo de ataque. Uma pessoa de qualidade, que poucas vezes o Brasil produziu igual. Uma pessoa que tem demonstrado capacidade de gerenciamento”, disse.

Lula atacou a oposição por perder tempo na audiência da Comissão de Infra-estrutura do Senado que ouviu a ex-diretora da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) Denise Abreu.

"Oito horas e meia... Quando eu vejo algumas pessoas perdendo oito horas e meia e perguntando coisas sem importância, eu penso que é para justificar a própria reunião", afirmou.

O presidente comparou o depoimento de Abreu, que acusa o governo de ter pressionado a Anac no caso da venda da Varig, a uma laranja sem caldo. "O que eu percebi é que resultado é como se você espremesse uma laranja que não tivesse caldo. Não sei como os senadores ficam tantas horas nisso."

Ele desafiou a oposição a usar seu tempo de forma mais produtiva para ajudar no desenvolvimento do país. "Eu penso que oposição poderia fazer belísssima oposição apresentando propostas alternativas ao país, mostrando que as coisas que estamos fazendo estão erradas, dizendo o que deveríamos fazer: mais desenvolvimento industrial, mais salários. Isso é que dá um debate que é bom para o Brasil."

Lula voltou a chamar a denúncia de Denise Abreu de abominável. "Essa denúncia é tão abominável, já disso isso e repito agora”. E atacou a imprensa por esta dar crédito ao que ele chamou de mentira.

"O problema da mentira é que quando contada uma vez, é preciso mentir a vida inteira para justificar. Fico pensando como é que algum jornal que acreditou nisso vai sair dessa”.

PT Org

06/06/2008

Paulinho: Se eu contar o que sei, cai a República de São Paulo

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (5) pelo jornal Correio Braziliense, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) acusa o PSDB paulista e o governo do tucano José Serra de estarem por trás das denúncias contra eles divulgadas na última semana.Paulinho afirma que, no ano passado, ele e sua família foram investigados clandestinamente pela Polícia Civil de São Paulo – o que teria acontecido após seu rompimento político com o prefeito Gilberto Kassab (DEM, apoiado por Serra).O deputado disse ainda que, se contar o que sabe, “cai a República de São Paulo”. Leia abaixo o trecho da entrevista em que Paulinho faz as acusações:

O senhor tem dito que é vítima de perseguição. Quem faria isso e por quê? Passei a ser o deputado que articula as centrais sindicais. Nós estávamos acuados. Tentaram dividir os trabalhadores. E agora estamos juntos. Isso incomoda. Quem? Grandes empresários do cenário nacional e políticos importantes. Da base do governo ou da oposição? Tem alguns da base, mas é a oposição. Eles me consideram um traidor. Porque eu vim para cá e a gente juntou as centrais sindicais, CUT e Força. Quando juntou, consideraram uma traição.Em São Paulo, o senhor tinha uma ligação próxima com PSDB, hoje se afastou. A investigação da PF foi feita lá.

Na sua opinião, o PSDB paulista pode estar por trás disso? São eles que o chamam de traidor? Eu acho que sim. Mas vou dizer mais. Eu cometi uma falha nesse processo todo (ao não denunciar para a imprensa). Começou uma investigação sobre mim em São Paulo em setembro no ano passado, achei que era um seqüestro da minha filha (Juliana). Ela me ligou e disse "pai, estou sendo seguida". E eu falei para ir a uma delegacia. Isso foi por volta de setembro (do ano passado). Eu pensei que fosse seqüestro. Eu pedi para o coronel da Polícia Militar Wilson Consani Júnior verificar. Passaram uns dias, e ele me procurou. E disse: nós constatamos que é Polícia Civil. A polícia tinha uma casa alugada ali perto da sede do PDT, na Vila Mariana. Aí deram uma batida na casa, e quase morreu gente. E os caras se identificaram e disseram que quem os mandou foi o alto comando da Polícia Civil. E o Consani falou: Paulinho, não sei se é bom ou ruim. O bom é que não é seqüestro. O ruim é que a Polícia Civil, que, quando não tem prova, fabrica. E, para me prevenir, fui ao Ministério Público e dei um depoimento no dia 18 de outubro. E procurei o Lupi (ministro do Trabalho, Carlos Lupi, então presidente do PDT). Não tinha como não falar que era o Serra, a Polícia Civil.

A Polícia Civil estaria investigando o senhor clandestinamente, é isso? Sim, e estava investigando minha filha. Eu dei um depoimento no dia 18 de outubro ao Ministério Público. E isso aconteceu, eu peguei esse negócio e dei para a Veja. Só que a revista queria que eu falasse com ela, mas o ministro Carlos Lupi não deixou eu fazer.

Aí, o que aconteceu? Contaram para os caras, e eles mudaram de polícia. Por que o PSDB teria feito isso? Porque você sabe como funciona uma eleição. Tem um prefeito. Nos mantivemos uma independência do PDT em São Paulo. Não compusemos com o Serra para governador, fui candidato a prefeito. Agora eles faziam questão de contar com nosso partido. E nós fizemos uma guerra para o secretário (Geraldo Vinholi), nomeado na época do Serra, entregar o cargo na prefeitura do Kassab. Nós rompemos.

Há um dedo do governo estadual nessa história então? Alguém do governo estadual está nisso. Isso tudo aconteceu porque, durante todo o tempo em São Paulo, o PDT manteve a independência. E isso incomodou. Tentaram o tempo todo controlar o nosso partido para ter pelo menos a metade com eles. Por isso, enfrentei para retirar o partido da base do Kassab. O Kassab esteve na minha casa duas vezes. O Kassab foi fazer o que? Dizer que não era candidato, mas queria manter uma boa relação conosco. Eu disse que nossa tendência era ter candidato. E vou parar por aqui. Depois disso, teve a perseguição em São Paulo. O coronel Consani vai falar isso para a Polícia Federal.

E qual a relação disso com as recentes denúncias de desvio no BNDES? Se eu tivesse denunciado, eu falaria tudo o que aconteceu. E não estou querendo falar agora. Se eu falar, cai a República de São Paulo. Alguém ofereceu dinheiro? Não posso falar nada. Por que cairia a República de São Paulo? Porque tem muito problema. Se eu tivesse denunciado, tinha me prevenido dos supostos envolvimento nessas coisas. Por que falo de armação? Quem inflou essa historia? Alguém que quer me detonar. http://www.pt.org.br/portalpt/index.php

Por Jussara Seixas

03/06/2008

Oposição admite que fracassou no uso político das CPIs

O desfecho da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos aponta uma tendência do Congresso de esfriar investigações desse tipo. Por conta do fracasso da CPI dos Cartões, que está prestes a encerrar suas investigações sem fazer nenhuma grande descoberta de irregularidade, representantes da oposição já admitem que devem abrir mão de propor investigações desse tipo por um longo período.

Escaldado pelos efeitos políticos devastadores produzido pela CPI dos Correios, encerrada em 2006, sobre o mensalão, o governo reorganizou sua base de apoio para participar altivamente das investigações em torno do uso irregular dos cartões de crédito corporativos por servidores públicos, ministros e assessores.

Com uma base de apoio amplamente majoritária, os líderes governistas indicaram para compor a CPI apenas parlamentares que não vacilam no apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim, neutralizaram os trabalhos da oposição, que tentava fazer uso político das CPIs, e deram o tom do que pode se tornar no futuro qualquer pedido de CPI que tenha como objetivo apenas desgastar a imagem do governo.

"Acho que dificilmente a CPI dos Correios teria produzido o resultado que teve se tivesse sido instalada hoje", avalia o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), relator daquela comissão.

"A solução é dar um tempo nas CPIs. Essa é a saída para que elas voltem a se fortalecer como um instrumento institucional do Congresso. Porque, depois de aprender com os efeitos da CPI dos Correios, o governo mudou de estratégia e passou a ter como tática a desmoralização das CPIs", tentou explicar o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), para quem a abertura da comissão representou "um fracasso anunciado".

Também frustou a oposição a perda de apelo midiático das CPIs. Durante a crise política de 2005, a mídia criou um verdadeiro frisson em torno das CPIs e os depoimentos às comissões de investigação eram transmitidos ao vivo por algumas emissoras de TV a cabo e pela TV Senado, e a cobertura jornalística de cada lance da investigação era constante, o que fez com que muitos integrantes das CPIs, especialmente parlamentares da oposição, fossem tratados como verdadeiras celebridades.

Já nas últimas ocasiões, a audiência para este tipo de cobertura caiu bastante e o público, percebendo que havia muita desinformação e jogo de cena entre os deputados oposicionistas, perdeu o interesse na disputa política travada nas CPIs.

Relatório final


Nesta terça-feira (3), a senadora Marisa Serrano (PSDB-GO) vai ler o relatório final da CPMI dos Cartões Corporativos elaborado pelo deputado Luiz Sérgio (PT/RJ). A senadora informou que concederá vista coletiva do texto até as 10h da quinta-feira, quando serão lidos os votos em separado, se houver, e será votado o relatório final. A votação do relatório final deve acontecer até o dia 8, quando termina o prazo de 90 dias fixado para o trabalho da comissão. Caso seja aprovado, o relatório será encaminhado ao presidente do Senado Garibaldi Alves Filho, para que seja dado conhecimento do documento aos demais parlamentares.

Na última quarta-feira, os sub-relatores de Sistematização e de Fiscalização da CPI Mista, deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ), respectivamente, apresentaram relatórios parciais com sugestões dessas áreas ao relator da comissão. Luiz Sérgio informou que analisará os documentos para decidir se vai incorporá-los ao seu relatório.

Os relatórios parciais não trouxeram novas revelações. Nos sub-relatórios, também não houve sugestão de indiciamento de ministros e outras autoridades do governo federal envolvidos em irregularidades no uso dos cartões corporativos e das chamadas "contas B". No texto, os deputados também não pediram o indiciamento dos envolvidos no suposto dossiê com informações sobre gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O relator da CPI Mista já informou que não incluirá o caso do dossiê em seu texto.

Entre as sugestões apresentadas no último dia 28 pelos dois sub-relatores, destaca-se a recomendação de descredenciar definitivamente os portadores de cartões corporativos que façam uso abusivo do instrumento, com a obrigatoriedade de restituição, em dobro, dos valores gastos. Os dois sub-relatores propuseram ainda limitar os saques com cartões corporativos a casos excepcionais e específicos.

Também foi sugerida a proibição de uso dos cartões aos sábados e domingos, bem como foi recomendada pelos sub-relatores a identificação das empresas privadas que mantêm relações contratuais com o Poder Público e que têm, no seu quadro societário, sócios que são ou foram servidores públicos.

O deputado Índio da Costa sugeriu ainda a realização de licitação para escolha do banco, do adquirente (empresa que credencia os estabelecimentos para aceitar a bandeira) e da própria bandeira do cartão corporativo do governo federal, uma vez que a adquirente e a bandeira cobram uma taxa de até 4% sobre o valor da operação.

Os deputados também recomendaram a constituição de uma comissão permanente no Congresso Nacional, composta por senadores, deputados e um integrante do Ministério Público Federal, para exercer a fiscalização das despesas com cartões corporativos com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), resguardado o obrigatório sigilo.

Vermelho.org

JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.