Blog de Notícias Políticas

25/10/2008

OPINIÃO - DEBATE DE SEXTA


Marta acertou até na roupa. Foi de vermelho, mostrou-se vibrante.

A Marta está de Parabéns.


O Kassab foi um desastre. Em quase todas as perguntas ele levou a pior. E estava passando uma imagem muita falsa, desagradável até para seus eleitores mais fanáticos.

Quem ainda estava em dúvida em quem votar, mesmo que estivesse inclinado a votar em Kassab, e assistiu ao debate vai votar em Marta.

Eu acho que ainda dá para virar. O Maluf sempre perdia a eleição depois do último debate. E o Kassab foi muito pior do que o Maluf. O Maluf sabia mentir melhor.

Por Ze Augusto

19/10/2008

SÍLVIO SANTOS VEM AÍ ?!


"Se o governador não fosse até a minha casa, eu poderia morrer”. Trecho da entrevista concedida por Silvio Santos a uma rádio, alguns dias depois do episódio relacionado ao seqüestro, ocorrido em agosto de 2001, no qual Geraldo Alckmin participou das negociações para a libertação do apresentador.


Três Perguntas:


01- Por que José Serra não foi até a cidade de Santo André para participar diretamente das negociações com o delinqüente e perverso seqüestrador? Principalmente no momento em que as negociações não avançavam – até o diretor de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, intercedeu ‘in locu’;

02- se ao invés de Eloá e Nayara, estivessem envolvidos Sílvio Santos, Faustão, Hebe Camargo, Ana Maria Braga, Xuxa, Sasha... José Serra participaria das negociações?

03- Se Geraldo Alckmin fosse o atual governador, faria o mesmo quando do seqüestro de Sílvio Santos?

Por Messias Franca de Macedo

17/10/2008

Quer dizer que então o Kassab é homossexual mesmo?


Alberto Dines tira-o do armário neste artigo, assim como a Folha de S. Paulo. Só não saiu do armário o próprio Kassab, que disse não ser homossexual e que um monte de mulheres quer namorar com ele. Mas isso não me interessa. Me interessa saber se Kassab “É casado? Tem filhos?”.

Alberto Dines põe a cereja no bolo de uma semana em que Clóvis Rossi, Eliane Cantanhede, Reinaldo Azevedo, Lauro Jardim, Maria Inês Nassif, Renato Rovai e outros dedicaram generosos espaços de suas colunas para atacar Marta Suplicy. Gente da esquerda, da direita, do centro, de cima, de baixo, do interior, do exterior, etc. Toda esse exército se mobilizou para dizer que não tem a mínima importância “ a sexualidade” do candidato, ou seu estado civil, ou sua condição de paternidade.

Quer dizer que isso não tem importância, Alberto Dines? Se não tem importância, por que está tocando no assunto? Por que essa gente toda saiu em defesa do kassab? Ele não consegue responder sozinho a duas perguntas singelas como essas: È casado? Tem Filhos?

A questão da solteirice de Kassab passa para a história como o assunto “sem importância” mais importante de todos os tempos.

Comentário de Marcio.

13/10/2008

ANÁLISE-Fenômeno da reeleição trabalha contra Marta em SP


A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, enfrenta nesta eleição o fenômeno da reeleição. Um obstáculo poderoso que vem reforçando a candidatura de seu adversário, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), e que colaborou para a reeleição ainda no primeiro turno de 12 de 20 prefeitos das capitais. Os outros 8 continuam na disputa.

De lanterninha a líder da corrida municipal, Kassab encarnou a continuidade de uma maneira muito particular. Desconhecido do paulistano no início da campanha, sua gestão passou ao mais alto nível de aprovação na capital, com 61 por cento de avaliação positiva. Em maio, antes da campanha eleitoral, este índice não passava de 38 por cento.

Como já foi prefeita, entre 2001 e 2004, Marta busca comparar sua gestão com a atual e centra atraques também à trajetória política de Kassab como forma de atrair votos de descontentes.

"Esta eleição foi situacionista, a reeleição prevaleceu", disse à Reuters o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais.

Apesar de administrar a prefeitura desde 2006, quando herdou o posto do então prefeito e hoje governador José Serra (PSDB), Kassab se popularizou com a campanha, que apresentou de forma competente as realizações da prefeitura em seu período. A estratégia estancou no primeiro turno o namoro do eleitor com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), que aglutina o mesmo perfil de eleitor, e tem força para levá-lo à vitória neste segundo turno.

MÁQUINA E ECONOMIA

O tempo de TV na primeira etapa (8 minutos e 44 segundos em cada aparição) colaborou para tornar o prefeito mais conhecido do eleitor, levando Kassab ao primeiro posto da eleição, com 33 por cento dos votos, ultrapassando Marta, que ficou com 32 por cento. Suas chances no segundo turno, atraindo a maior parte dos votos dos candidatos derrotados na primeira etapa, superam as da rival. Na primeira pesquisa divulgada, o prefeito abriu 17 pontos de vantagem sobre a petista.

"Kassab está com a máquina na mão e seu nível de aprovação subiu bastante", afirmou David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília.

Por Carmen Munari

07/10/2008

Opinião - Partidos que apóiam Serra foram derrotados

A vitória do PT nas eleições municipais no 1º turno é política, não pode ser medida numericamente. Ela confirma nosso êxito eleitoral de 2006, quando pela segunda vez fomos o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, além de reelegermos Lula.

No pleito desse domingo, nas 164 cidades com mais de 100 mil eleitores, elegemos 34 prefeitos. Ganhamos em coligação com outros partidos em mais 33 - em 15 destes, elegemos os vice-prefefeitos. E estamos no 2º turno em 15 desses municípios. Isso dá bem uma idéia da forca do partido nos grandes centros urbanos.

É verdade que o governador tucano José Serra, pela vitória dos candidatos Fernando Gabeira, no Rio, e Gilberto Kassab, em São Paulo, e o PMDB pelo maior numero de votos e prefeituras, saem fortalecidos das eleições.

Mas os partidos que compõem hoje a oposição e o futuro núcleo da candidatura Serra, o PSDB, o DEM, e o PPS, foram derrotados na eleição de domingo. Basta ver os números. Em relação ao que tinham, o PPS perdeu 70 prefeituras, o PSDB 109 e o DEM 176.

As três legendas ganharam um total de 1.479 prefeituras. Mas o PMDB, com 18.4 milhões de votos e 1.194 prefeituras, e o PT com 16,5 milhões de votos e prefeitos de municípios com maior número de habitantes e de eleitores, são os vencedores e confirmam que juntos podem vencer as eleições parlamentares e presidenciais em 2010.

PT ganhou mais prefeituras

O PT salta de 391 prefeituras pra 548, um resultado e tanto! E ainda disputa o 2º turno em 15 municípios, inclusive em Porto Alegre, Salvador e São Paulo. A avaliação de que houve vitória de Kassab no 1º turno em São Paulo - quando na verdade houve empate - e que ela sinaliza para 2010, não resiste a análise das últimas eleições na capital paulista.

O deputado Paulo Maluf foi eleito em 1992 no auge do "Fora Collor". O prefeito Celso Pitta venceu em 1996 quando o real era o principal eleitor e reservou para o candidato Serra um terceiro lugar naquela eleição. Por fim, Serra foi eleito prefeito em 2004, apesar da péssima avaliação do governo FHC e do PSDB, feita pelos eleitores em 2002 quando Lula venceu e se elegeu presidente da República a primeira vez.

Fica claro que a eleição em São Paulo não é nacional. Depende muito mais da cidade, de seu conservadorismo e sentimento antipetista, seu caráter classista. Isso mesmo, basta, recordar como o PTB sempre teve dificuldade de se consolidar aqui nas eras getulista e janguista. Foi o PT que rompeu esse cerco ideológico e de classe e se firmou no Estado - primeiro com apoio da classe média e depois com sua oposição.

Agora tem que disputar a nova classe média sobre a qual falei nesse blog antes do 1º turno - leia meu post "Comparação com prefeitos tucanos dá vitória à Marta", publicado sábado, véspera do 1º turno.

Nela está a chave da vitória. Além da consolidação do voto do povão petista - e os mapas de votação de domingo, mostram a ampla vantagem da candidata petista em toda a periferia paulistana - que se recorda do primeiro governo de Marta Suplicy, das marcas sociais e petistas que ela imprimiu à sua administração.

Por ZD

06/10/2008

Análise: Serra e Dilma têm vitória tática rumo a 2010


Os resultados das eleições municipais deste domingo podem não ser decisivos na eleição presidencial de 2010, mas tanto o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quanto a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), aparentemente obtiveram vitórias táticas neste domingo.

Por outro lado, o governador de Minas Gerais, o também tucano Aécio Neves, e a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy (PT) têm motivos para lamentar.

É claro que nas capitais dos maiores Estados a eleição ainda não está definida e o quadro pode mudar com o segundo-turno.

Além disso, é aparente a influência do crescimento econômico recente no fato de que a maioria dos prefeitos candidatos ou se reelegeu ou está no segundo-turno. E ainda é difícil prever os efeitos políticos do impacto da crise dos mercados no Brasil.

De qualquer forma, os resultados do primeiro-turno permitem algumas leituras. Leia abaixo como os principais pré-candidatos se saíram.

José Serra

O governador paulista tem três fatos a comemorar. A ida de seu aliado Gilberto Kassab (DEM) ao segundo-turno, no lugar do adversário interno no PSDB paulista Geraldo Alckmin, é uma vitória em si – apesar do discurso cauteloso de Serra, Kassab, e não Alckmin, sempre foi visto como seu candidato na eleição paulistana.

O resultado também praticamente enterra as eventuais pretensões de Alckmin em 2010 e limita em muito o tamanho dos obstáculos que ele poderia colocar no caminho de Serra à candidatura presidencial tucana.

Além disso, a aliança DEM-PSDB se reforça. E se reforça pela vitória de um aliado de Serra, e não de seu principal adversário interno: Aécio Neves.

Por outro lado, com exceção de São Paulo – onde Serra e o PSDB já são fortes, e precisam menos de ajuda – , o DEM deve sair menor dessas eleições, sobretudo no Nordeste – uma das regiões de maior popularidade de Lula e onde Serra precisaria mais de apoio.

O partido deixa a Prefeitura do Rio de Janeiro e, com ACM Neto, ficou de fora do segundo-turno em Salvador, capital do Estado que sempre foi um dos mais fortes redutos do antigo PFL.

Aécio Neves

Se José Serra for o candidato tucano em 2010, seu colega de Minas Gerais, Aécio Neves, obviamente perde a vaga do PSDB. Por isso, o fortalecimento de Serra em São Paulo pode ser visto como um ponto negativo para Aécio Neves.

Em Belo Horizonte, o candidato de Aécio Neves, Marcio Lacerda (PSB), foi o mais votado, mas o governador talvez não tenha tantas razões para comemorar.

A candidatura de Lacerda foi apoiada tanto por Aécio, do PSDB, como pelo prefeito, Fernando Pimentel, do PT.

Durante boa parte da campanha, a pergunta que se fazia era se Lacerda seria eleito no primeiro-turno.

No final, Lacerda chegou quase empatado com Leonardo Quintão (PMDB) e vai disputar um segundo-turno que começa apertado.

Dilma e Marta

Candidata preferida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 2010, a ministra-chefe da Casa Civil tem, no momento, poucos concorrentes de peso dentro do PT.

Mas a ex-ministra Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo seria uma sombra.

Desse ponto de vista, o derretimento no primeiro-turno da vantagem que Marta Suplicy tinha nas pesquisas em São Paulo – e sobretudo uma eventual derrota petista na cidade – pode reforçar o cacife de Dilma no partido.

Uma eventual derrota de Marta Suplicy em São Paulo, é claro, também reforça a fraqueza eleitoral do PT no maior colégio eleitoral do Brasil. E isso é ruim pra Dilma.

Mas, por outro lado, o PT deve ser um dos partidos que mais vão ganhar prefeituras em cidade médias e pequenas, onde os prefeitos têm normalmente mais influência sobre o eleitorado do que os prefeitos de grandes capitais.

E isso deve ajudar no trabalho da construção nacional da candidatura de Dilma Roussef – uma neófita em disputas eleitorais.

Por Asdrúbal Figueiró

01/10/2008

Cotovelada e bicadas, eles se merecem

Com a proximidade das eleições, esquentou a disputa por atenção entre os candidatos a vereador que acompanham Alckmin. Na briga por um lugar mais próximo do tucano durante a caminhada, o vereador e candidato à reeleição Adilson Amadeu, do PTB, perdeu a paciência e acertou uma forte cotovelada na barriga do também candidato a vereador Yusif Ali Chain, do PSDB. Amadeu precisou ser acalmado pelos assessores de Alckmin e Chain resolveu tomar distância da confusão por um tempo.

Convite a Kassab para 2010

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, negou ontem que tenha oferecido ao prefeito Gilberto Kassab (DEM) a chance de sair candidato a governador em 2010 em uma aliança com os tucanos. Kassab fez a afirmação domingo, durante debate na TV Record. "Com todas as letras: é mentira. Eu jamais faria isso", afirmou Alckmin, depois de uma caminhada pela Rua da Mooca, na zona leste da cidade.

O tucano admitiu que errou nesta campanha.

O tucano disse que o PSDB não abriria mão de ter um candidato próprio a governador em 2010. Segundo Alckmin, o DEM teria lhe oferecido apoio para uma candidatura em 2010, em troca de sua desistência de concorrer à Prefeitura. O acordo teria sido rejeitado por Alckmin. "Comigo não tem essas coisas de cúpula, de acordo", justificou. "O PSDB é quem decide."

Alckmin admitiu que antes das eleições houve negociações para que o DEM pudesse indicar um candidato a vice na chapa do PSDB. "Conversar é sempre bom", disse. "Como o PTB tem a candidatura do vice, poderia ser outro partido."

O tucano minimizou o fato de ter aumentado a diferença de pontos entre ele e Kassab nas últimas pesquisas de intenções de votos. Para Alckmin, "está tudo na margem (de erro)". O candidato tentará reverter a situação nesta última semana de campanha usando o argumento de que é o mais forte para vencer a candidata do PT, Marta Suplicy, no segundo turno. "Não digo que Kassab não tem chance de ganhar da Marta, mas nós temos muito mais."

Pela primeira vez, Alckmin admitiu ter errado em sua campanha. Questionado se havia algum equívoco ou ressentimento ao final da etapa, respondeu: "Certamente, tivemos problemas de comunicação. Tivemos de fazer uma mudança (de marqueteiro) em plena campanha." No dia 10, depois de sucessivas quedas nas pesquisas de intenções de voto, Alckmin substituiu o marqueteiro Lucas Pacheco por Raul Lima.

Desde a troca, Alckmin adotou uma atitude mais agressiva em relação ao adversário, Kassab.

Do Onipresente

JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.