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14/01/2009

Denunciação Caluniosa - Inquérito da PF isenta a Abin de qualquer desvio

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que o inquérito da Polícia Federal que investiga o suposto grampo ao telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, confirmará que não houve desvio de conduta por parte de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha, que investigou os crimes de Daniel Dantas e a quadrilha do banco Opportunity.

“Pelas informações de que disponho, a conclusão do inquérito da Polícia Federal vai ser negativa sobre qualquer responsabilidade do doutor Lacerda”, disse o ministro, referindo-se ao ex-presidente da Abin, Paulo Lacerda, afastado em razão da campanha de parte da mídia em favor de Dantas e contra a Abin. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também surfou na onda e disse que a Abin tinha equipamentos para fazer escuta, o que foi desmentido mais tarde.

Tarso Genro afastou ainda a hipótese de irregularidade na colaboração da Abin com os agentes federais. “Essa situação de relacionamento informal entre a Abin e a Polícia Federal é a forma histórica pela qual as duas agências sempre colaboraram. O fato é que esse modelo está vencido”, declarou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, na edição de domingo passado (11).

Indagado se - quando Gilmar Mendes tratou a resistência armada em defesa da democracia no Brasil como terrorismo - o presidente do STF se referia aos militantes que participaram da luta armada contra a ditadura, como a ministra Dilma Rousseff, Tarso Genro avaliou que o comentário não se aplicava à ministra da Casa Civil. “Aqui no Brasil a esquerda, que fez resistência armada, não cometeu atos terroristas”, disse. “A luta armada não foi terrorismo”, frisou.

Sobre uma provável candidatura da ministra à sucessão presidencial, por indicação de Lula, Tarso opinou que o Partido dos Trabalhadores seguirá a orientação política do presidente. “(Dilma) é uma pessoa que tem enorme responsabilidade no governo, desempenho altamente qualificado, relação de confiança com o presidente e dirige o principal projeto do governo, que é o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É uma liderança que vem se consolidando dentro do governo e no partido”, observou.

“Se você me disser que a maioria da direção do PT vai seguir a orientação do presidente, eu concordo que sim”, assinalou, lembrando que Lula é um presidente com muita liderança política “que adquiriu força maior que o próprio partido”.

C/ Agências

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.