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18/01/2009

José Agripino fala em Democracia mais não quer que as democráticas urnas decidam

A oposição criticou as declarações do Presidente Lula sobre o direito à reeleição indefinida na Venezuela. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, disse que as declarações acabam por estimular os defensores da tese do terceiro mandato no Brasil.
"Isso não é bom para ninguém. Toda vez que Lula fala estas coisas estranhas preocupa a todos os democratas."

Líder do DEM no Senado, José Agripino (DEM-RN) afirmou que Lula é contraditório ao se apresentar como democrata e defender o continuísmo de Hugo Chávez.
"Ele foi oportunista. Esse tipo de declaração mostra bem qual é a qualidade de democracia que o presidente Lula tem convicção", disse. "A democracia dele tem duas faces", completou Agripino.

Oras, oras, oras seu José Agripino! onde o senhor estava quando o deputado Ronivon Santiago (PFL/DEM-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição de Fernando Henrique Cardoso por R$ 200 mil?. Lembra seu Agripino, naquela época, deputados do seu partido foram denunciados por terem recebido R$ 200 mil cada um do caixa de campanha de Fernando Henrique, entre eles, Ronivon Santiago do PFL, hoje DEM – todos renunciaram aos seus mandatos para fugir da iminente cassação dos seus mandatos pela venda dos seus votos no golpe da reeleição de FHC.

Segundo contou o deputado Ronivon, houve compra de votos no Congresso, e justamente para dar um golpe na Constituição e no povo, ou seja, para aprovar a reeleição para Fernando Henrique.De acordo com os detalhes contados por Ronivon, em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu a quantia em cheque pré-datado que só deveria ser convertido em dinheiro depois da votação ser concluída favoravelmente ao governo. Os cheques, segundo ele, eram do Banco do Amazonas. Depois da reeleição aprovada, todos os cheques foram substituídos por dinheiro em espécie.

Em 27 de janeiro de 1997, Ronivon contou ao jornal Folha de S.Paulo que na véspera da votação da emenda da reeleição de FHC, apenas 228 deputados afirmavam que votariam a favor. Não era suficiente para aprová-la. De 47 deputados que eram contra a emenda no dia anterior, todos mudaram de posição e votaram a favor. Outros 61 “indecisos” também mudaram seu voto um dia antes da votação. O golpe foi aprovado no dia 28 de janeiro. Tudo pago com dinheiro do povo

E, onde estava seu Agripino que não viu essas cenas deprimentes e, porque não dizer, constrangedoras, no Congresso Nacional, quando um punhado de sujeitos acometidos por chiliques e faniquitos, outros babando na gravata, e mais outros furibundos faltando ao decoro que exige o seu mandato para dar a Fernando Henrique um segundo mandato comprado?

Portanto, uma coisa não pode ser confundida com outra: o governo Lula não é o governo Fernando Henrique. E falta moral ao José Agripino para falar em reeleição

Por: Helena™

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Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.