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06/01/2009

A Face da Vaidade - Governador Aécio descarta "CHAPA PURA" do PSDB


Aécio Neves (PSDB), pretenso candidato do PSDB a disputar a presidência da República em 2010, disse hoje :

"Eu acho que seria de certa forma pretensioso um partido, seja ele qual for, achar que solitariamente possa vencer as eleições num país com tantas diferenças e com quadro partidário tão plural quanto o nosso. Eu acho que o natural seria uma composição com outras forças políticas".

Assim como a terra gira em torno do sol, para este o partido deveria "construir alianças em seu entorno", não descartando a vontade de procurar o apoio dos partidos queintegram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, certamente, o PMDB. Disse ainda:

"Eu acho que parte das forças partidárias que hoje sustentam o governo do presidente Lula eventualmente possam estar ao nosso lado nesse projeto que eu chamo de pós-Lula, com mais ousadia no campo econômico, mais responsabilidade na gestão pública, enfim, com mais coragem de fazer o que foi feito até aqui".
Perguntado sobre uma possível filiação ao PMDB para disputar a presidência em 2010, ateve-se a disser que não pretende deixar o ninho tucano.
"Eu sou um quadro do PSDB, é no PSDB que construí minha militância política, é onde me sinto bem. Tenho relações com o PMDB muito positivas, foi o único partido ao qual pertenci antes de irmos construir o PSDB. Eu acho que o PSDB e o PMDB, além do DEM e PPS, podem quem sabe pensar em construir projeto junto após 2010".

Aécio descaradamente ironizou que dispute com José Serra indicação do tucanato para a candidatura à presidência:

"Não é hora de falar em candidatura muito menos de disputar contra companheiro de partido. Estou muito bem no PSDB, agora acho que o PSDB e o PMDB têm boas relações e mais do que isso têm identidade que pode ser melhor explicada para o futuro".

E em total contradição defendeu a realização de prévias para a escolha do candidato tucano Palácio do Planalto.
"Eu acho que ninguém pode ver com receio uma consulta às bases do partido. Isso é previsto no estatuto do PSDB. Mas prévia tem que ter disputa. Você institucionalizar as prévias é caminho natural que o PSDB deve percorrer. Se houver mais de um nome em condições de disputá-la, que ela ocorra".

Disfarçando não estar mordido pela mosca azul, disse ainda:

"Se amanhã o partido de forma consensual se unir em torno de um nome, elas tornam-se desnecessárias, mas nem por isso devem deixar de existir".


Via |Rede|Blogo|

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.