Blog de Notícias Políticas
05/03/2009
De olho em 2010, Ciro ataca Lula e Dilma
Apesar de tecer elogios à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - a escolhida por Lula para sua própria sucessão -, Ciro considerou "um grave erro" o plano do presidente de unificar a base aliada em torno de um só concorrente.
"Lula teria sido eleito se fosse um confronto bipolar entre ele e o outro?", questionou o deputado, numa referência ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que disputou a eleição de 2002 contra o petista e é novamente pré-candidato. Ele mesmo respondeu: "Não seria. Teria perdido sempre."
Ex-ministro da Integração Nacional do governo Lula, Ciro avaliou como "precipitada" a discussão sobre a corrida presidencial, mas não deixou dúvidas de que afiou o discurso para o embate e poderá abrir uma dissidência na base aliada. Em sua lista de estocadas, disse que o Banco Central aumentou os juros de forma "inexplicável" em 2008, causando prejuízo ao País "na casa do bilhão".
"É absolutamente inacreditável que por duas vezes o Banco Central tenha aumentado a taxa de juros. Mesmo nos manuais básicos de economia todo mundo sabe que ou você aumenta os juros ou afrouxa o compulsório, mas o BC fez as duas coisas quase no mesmo dia", atacou.
Mesmo ressalvando que "o Brasil não vai quebrar porque Lula tem administrado bem a crise", o deputado disse temer mais desemprego ao prever um crescimento "inferior a 2%" do PIB neste ano. Argumentou, ainda, que não haverá crescimento enquanto o modelo econômico "transferir o dinheiro de quem trabalha para o rentismo" ou especulação.
Com a metralhadora giratória apontada para o ensino público, o ex-ministro insistiu em que a educação "piora a cada dia" e bombardeou o colega Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, no seu diagnóstico, praticou "chantagem" contra o governo ao propor a CPI dos Fundos de Pensão. O deputado Márcio França, presidente do PSB paulista, cobrou de Ciro o lançamento da candidatura ao Planalto. "Por que Lula tem de estar sempre certo? Por que ele diz que a candidata é a Dilma e nós temos que aceitar? Eu ouso divergir", provocou França.0Comentários Por: Helena
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Brasil de Lula é a Solução

Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.
Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.
Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".
Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".
Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.
O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.
Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.
Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.
"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."
O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:
Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.
"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.
No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.
Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.
Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.
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