Blog de Notícias Políticas
03/04/2009
Prévias Tucanas - Aécio não descarta eventual entendimento com Serra
"Acredito que sim [as prévias são inevitáveis]. A possibilidade de as prévias não ocorrerem é se não houver disputa. Isso só o tempo dirá. No quadro atual de hoje, as prévias são uma consequência absolutamente natural", disse Aécio em entrevista divulgada por sua assessoria de imprensa.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo com Serra antes mesmo das prévias, Aécio disse que o entendimento pode ocorrer antes ou depois das debates. "O importante é que ocorra", disse.
"Não tenho dúvidas de que estaremos juntos na disputa de 2010. Por uma questão básica, fundamental: nós acreditamos que é importante novas práticas de gestão pública serem incorporadas ao Brasil de hoje. Uma nova agenda, mais otimista, mais corajosa do ponto de vista das reformas a serem introduzidas no país. E nós estaremos juntos. Haverá o tempo das discussões internas, haverá o tempo da nossa união", afirmou.
Para o governador mineiro, as prévias devem ser vistas como um "instrumento de mobilização do partido e com muito naturalidade". Aécio defende a construção de uma agenda de atividades nos Estados para discutir propostas para um futuro governo tucano. Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram convidados para participar dos debates.
Chapa pura
Hoje, o secretário estadual de Desenvolvimento de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), disse ser favorável à uma chapa pura do PSDB para disputar a Presidência da República em 2010. Os nomes mais são os de Serra e Aécio, mas o ex-governador evitou confirmar sua preferência.
"Sou favorável à chapa pura [do PSDB]", disse Alckmin em Santos (SP), onde participou do Congresso Estadual de Municípios.
Questionado se a chapa pura seria entre Serra e Aécio, Alckmin desconversou. "Isso não precisa ser decidido agora. O nosso nome de São Paulo é o Serra. Mas não precisa ser decidido agora. Pode ficar para o fim do ano", disse.
Ontem, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que o partido vai se reunir nos próximos dias para definir o cronograma das prévias internas.
A realização sobre prévias ainda não está totalmente decidida dentro do PSDB. O grupo de Aécio é defensor das prévias. Mas o grupo de apoio de Serra defende um entendimento interno sem a necessidade de prévias. O argumento é que as prévias mostrariam as divergências internas dos tucanos. Informações da Folha Online.
Da Redação
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Brasil de Lula é a Solução

Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.
Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.
Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".
Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".
Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.
O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.
Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.
Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.
"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."
O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:
Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.
"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.
No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.
Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.
Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.
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