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19/05/2009

Meia Volta Volver - Desespero leva tucanos a plantarem acordo

O acordo do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com o colega mineiro Aécio Neves, também tucano (....) é um sonho. É mero desejo da cúpula serrista do tucanato que não quer debate nacional, com Aécio percorrendo o país mobilizando e fascinando platéias, a militância tucana e as elites empresariais, com sua simpatia mineira contrastando com o mau humor e a irritação constantes de Serra, que detesta fazer campanha, muito menos popular.

O "acordo" vem da cúpula serrista que, se não quer Aécio em campanha, muito menos quer prévias. Quer Serra candidato e o apoio de Aécio, porque sabem que Minas Gerais não votará em Serra, só no seu governador ou, no máximo, num outro candidato mineiro.

Essa é a razão do desespero dos tucanos, da oposição e da propagação desse tipo de boato. Sem Minas e sem o Rio, fica difícil ganhar eleições. Sem candidatos fortes em Minas e em São Paulo, com Dilma Rousseff consolidada no PT, subindo nas pesquisas e ganhando apoio entre aliados, mais os sinais claros da retomada do crescimento ainda esse ano, os oposicionistas só têm problemas.

Daí apelarem para a CPI da Petrobras, numa manobra desesperada para desviar a atenção dos escândalos que atingem seu ninho: no Rio Grande do Sul (governo Yeda Crusius); na Paraíba, com um governador cassado (Cássio Cunha Lima); e agora, no Senado, com um senador (Efraim Morais) que nomeou 52 fantasmas para serem seus cabos eleitorais pagos com dinheiro público. Fora as denúncias vindas a público de caixa 2.

Do blog do Dirceu

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.