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19/06/2009

Quem dá mais - Ciro Gomes diz que pode disputar Governo de São Paulo

O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), que participou nesta quinta-feira de congresso de metalúrgicos filiados à Força Sindical, reiterou que uma possível candidatura sua em São Paulo no ano que vem é especulação, mas admitiu que está refletindo sobre a opção e que ainda não tem prazo para se definir. "Estou pensando", disse Ciro a jornalistas. "Isto está no plano rigoroso da especulação. Não se sabe se será um fato ou se vai se esmaecer em especulação", reagiu, afirmando que prefere disputar a presidência do país, como fez em 1998 e 2002.

A única posição que rechaçou foi a de vice em uma chapa com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil, PT) para a sucessão presidencial. "Ninguém é candidato a vice, a discussão não é pertinente", disse.

O deputado, nascido em Pindamonhangaba (SP) com carreira no Ceará, onde foi governador, adiantou que vai levar algum tempo para se decidir. "Não tenho nada marcado. Vai levar um tempo para pensar porque estava fora dos meus planos."

Ciro afirmou que há dois grupos com interesses diversos sobre sua postulação em São Paulo. Sem citar nomes, disse que um deles tem interesses mesquinhos e quer tirá-lo da disputa presidencial. O outro é composto por pessoas de boa fé que querem propor uma alternativa para o Palácio dos Bandeirantes.

Apesar de não ter citado, fazem parte do segundo grupo os deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), presidente da Força Sindical, e Márcio França (SP), presidente do PSB-SP. Para Paulinho, Ciro seria o nome indicado para a aliança, que seria composta por PT, PDT, PSB e PCdoB. "Ciro só não sai candidato se o PT não quiser", disse o deputado.

O nome de Ciro na disputa paulista atingiu de frente o PT, que tem pelo menos seis postulantes a candidato, mas nenhum ainda suficientemente forte para tirar a vaga do PSDB, há 14 anos no comando do Estado. O PT marcou para segunda-feira uma reunião para discutir a candidatura. Ciro considera legítima a reação de integrantes do PT paulista. "O PT faz muito bem, porque senão não seria o PT."

Após a saída de Ciro, o senador Aloizio Mercadante (SP), líder do PT, participou do Congresso dos Metalúrgicos e disse que é legítima a iniciativa do deputado. "Entendo que o PSB tem todo o direito de apresentar o nome de Ciro Gomes ao PT, assim como o PT tem o direito de apresentar seus nomes ao PSB. Juntos vamos encontrar uma solução", disse Mercadante.

O PSB, apesar de fazer parte da base do governo Lula, em São Paulo é aliado do governador José Serra (PSDB), desafeto de Ciro, que teria a missão de desbancar a hegemonia tucana em São Paulo. Pelo PSDB, estão no páreo o ex-governador e secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira. Opine.

Por Maurício Nogueira

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.