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09/07/2009

Não se deixe enganar - Ofensiva da oposição visa apenas tomar o poder

A ofensiva tucana - depois reforçada pelo DEM - sustentada pela mídia em prol do afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) visa tão somente tomar o controle da Câmara Alta e não a sua reforma, muito menos a punição dos responsáveis, começando pelos senadores e diretores denunciados por desmandos e ilegalidades praticadas.

É claro que o objetivo é enfraquecer e desestabilizar o governo Lula. Uma operação reiniciada com a CPI da Petrobras (sem nenhum fato e objeto que a justifique) sustentada por uma campanha de mídia sem que nada até agora, repito, tenha sido apresentado como prova ou indício que justifique esse pedido de CPI.

Sobre as irregularidades denunciadas, o PT nunca participou e não foi conivente. Nunca dirigiu a Casa ou sua Mesa, tampouco nomeou diretores ou se beneficiou com as ilegalidades. Também não tem porque concordar com a CPI da Petrobras - afinal não há nada contra a empresa ou seus diretores, fora a campanha histérica e escandalosa de parte da imprensa com objetivos políticos e eleitorais.

O PT tem autoridade para exigir da Mesa e do presidente da Casa que passem a limpo a instituição, sem ceder a pressão da oposição (e do partido da mídia) pelo afastamento do senador Sarney. Essa é a questão. Fora dela temos tão somente os interesses da oposição que não são os nossos e nem os do Senado, muito menos, os da democracia.

Por ZD

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.