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04/07/2009

Palavra de Ordem - Fora Perillo e Fora Heráclito

Sarney na presidência do senado significa que a imprensa continuará fazendo denúncias para derrubá-lo. E em retaliação, os peemedebistas ligados à Sarney vazarão as falcatruas demo-tucanas que são feitas escondidas nos gabinetes.

Se Sarney sai, as raposas demo-tucanas, comandadas por Marconi Perillo e Heráclito Fortes, tomam conta do galinheiro, e tudo acaba em pizza, exatamente como fizeram com Renan Calheiros há um ano atrás.

Quanto mais tempo Sarney permanecer, mais o povo ficará sabendo dos podres do senado.

Houvesse boa-fé por trás do "fora Sarney", teriam que pedir a demissão de toda a mesa diretora do senado, incluindo o "fora Perillo" e "fora Heráclito".

Marconi Perillo (do PSDB de José Serra) tem uma folha corrida de assustar até um Sarney. Se o argumento usado contra Sarney é se afastar até esclarecer denúncias, Perillo também deve se afastar da vice-presidência do senado até esclarecer sua denúncia feita pela Procuradoria Geral da República.

Heráclito Fortes (DEMos/PI) também não tem a menor autoridade moral, depois de empregar em seu gabinete a filha de FHC, como funcionária fantasma.

Heráclito ainda é acusado de publicar 663 atos secretos inofensivos, de natureza administrativa, e esconder 773 atos secretos, envolvendo mau uso do dinheiro público.

Entre os atos secretos ainda ocultos, haveria despesas de R$ 700 mil autorizadas por ele mesmo entre 2005 e 2006, quando presidia o Grupo Brasileiro de União Interparlamentar.

Os tucanos querem "sacrificar" Sarney para Perillo e Heráclito "queimar os arquivos" desses 773 atos secretos.

A bancada do PT, se tivesse tenacidade, encamparia essa tese: ou sai a mesa inteira, ou não há sentido tirar Sarney, apenas para esconder as mazelas de outros senadores.

Por: Zé Augusto

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JOGADAS PASSADAS

Brasil de Lula é a Solução



Em 2002, Robert Zoellick, era representante de comércio do governo Bush, às voltas em pressionar o dócil governo demo-tucano de FHC, e seu pretendente a sucessor José Serra, a assinar a ALCA.

Criticava o ainda candidato Lula por sua posição contrária à ALCA nas condições impostas pelos EUA.

Zoellick, disse na época: "ou o Brasil se associava à Alca ou criava um bloco com a Antártida".

Zoellick, obviamente estava apenas fazendo seu trabalho: lobby para os EUA.
Mas o PIG colonizado assinou embaixo, a frase foi motivo de deleite, usada amplamente para criticar o presidente Lula como sendo "força do atraso" e "sem visão".

Para felicidade geral da nação e salvação de empregos, Lula foi eleito e resistiu à anexação do Brasil pelos EUA via ALCA, projeto confesso de José Serra em 2002 e de Geraldo Alckmin em 2006.

O presidente Lula ampliou muito o comércio do Brasil com o mundo, sem a ALCA, diversificando para novos países, e reduzindo a dependência de compras pelos EUA. Por isso o Brasil não quebrou diante da atual crise internacional, provocada pelos EUA.

Hoje Zoellick é presidente do Banco Munidal indicado pelo governo Bush.

Às voltas com a crise dos EUA, e com o aumento mundial no preço dos alimentos, em grande parte consequencia das políticas desastrosas de subsídios no primeiro mundo, pede ajuda ao Brasil.

"O governo brasileiro propôs trabalhar conosco e oferecer um pouco de sua expertise em pesquisa agrícola, particularmente na África subsaariana", afirmou Zoellick. "Queremos agir com rapidez nesse tema."

O presidente do Banco Mundial também criticou os subsídios dos EUA e Europa para produção local de biocombustíveis, em detrimento da importação do produto brasileiro:

Os estadunidenses oferecem subsídios para o programa de etanol do país e cobram tarifas de US$ 0,54 sobre o etanol que importam do Brasil.

"As informações de que disponho sugerem que os biocombustíveis à base de cana-de-açúcar do Brasil oferecem os maiores benefícios tanto em termos de combustível como ambientais", afirmou Zoellick.

No âmbito da Rodada Doha, o Banco Mundial está contando com o Brasil para ajudar no fim do impasse com relação aos subsídios agrícolas, que encarecem os preços dos alimentos no globo.

Zoellick ainda afirmou, durante a entrevista, que o Brasil tem sido um bom exemplo em programas de transferência de renda.

Se não fosse perda de tempo, até gostaríamos de ler as pérolas escritas por Miriam Leitão e comentários de Sardenberg mais antigos defendendo a ALCA, dizendo que Lula emperrava Doha, desdenhando dos biocombustíveis, etc.